O caso que parou um velório em SC: mistério envolvendo morte de casal é esclarecido pela polícia
08/12/2024 18h38 - Atualizado em 08/12/2024 às 18h38
A Polícia Civil encerrou a investigação sobre as mortes de Ângela Maria Kazmierczak Partala e Gerônimo Kosmala, ocorridas em maio de 2024, em Itaiópolis, no Planalto Norte de Santa Catarina. O inquérito concluiu que não houve crime nos casos, embora tenha revelado que Ângela sofria violência doméstica.
Os corpos foram encontrados em dias consecutivos, 19 e 20 de maio, na casa de Gerônimo, onde Ângela buscava refúgio após discussões com o marido. Segundo o delegado Cassiano Tiburski, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Mafra, a mulher apresentava sinais de agressão antes de sua morte, evidenciados no laudo de necropsia da Polícia Científica.
As investigações descartaram a hipótese inicial de envenenamento, já que os exames toxicológicos apontaram apenas a presença de álcool etílico nos corpos. No caso de Ângela, foram detectados ainda dipirona e metformina, medicamento que ela utilizava para tratar diabetes.
Histórico de violência e circunstâncias das mortes
Ângela, casada e em um relacionamento extraconjugal com Gerônimo, sofria violência doméstica dentro do casamento, segundo a Polícia Civil. No dia 19 de maio, ela foi encontrada morta na casa do amante. A polícia acredita que Gerônimo passou o dia ingerindo álcool após encontrar a mulher morta. Na madrugada do dia 20, ele foi encontrado sem vida por uma familiar.
“Quando ele viu que a mulher morreu, passou o dia inteiro bebendo. De madrugada, a familiar dormiu na casa dele e percebeu que ele não estava roncando. Quando foi verificar, ele já estava morto”, detalhou o delegado.
Velório interrompido e investigação comprometida
Antes de ser submetido à necropsia, o corpo de Ângela passou por um procedimento de tanatopraxia, técnica de preparação antes do velório, o que, segundo a polícia, pode ter prejudicado a análise precisa das lesões. O velório chegou a ser interrompido para que o corpo fosse encaminhado à perícia, em meio às suspeitas iniciais de crime.
Com a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado à análise judicial. O marido de Ângela, envolvido nas investigações, morreu em novembro deste ano durante as apurações. As mortes foram classificadas como naturais, sem a presença de elementos que indicassem ação criminosa.
Fonte: Visor Notícias