A Justiça cada vez mais sem critério no Brasil
Por Alexandre Garcia
18/12/2024 07h21 - Atualizado em 18/12/2024 às 07h21
José Dirceu não tem mais condenação de 30 anos por receber propina da empreiteira Engevix. Foi decisão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, já que o ministro do STF Gilmar Mendes havia anulado as sentenças de Sergio Moro, e uma delas era essa. Então, consideraram prescrita a pena. Já o ex-assessor internacional Filipe Martins foi condenado por fazer um gesto de “supremacia branca”, parecia que estava ajeitando algo na lapela. Nem sabia que existia gesto de white power, muito menos que fosse crime, já que black power é menos do que crime, é moda.
Martins foi condenado a dois anos e quatro meses em primeira instância, e vai recorrer. Um juiz anterior havia rejeitado a denúncia, dizendo que isso era bobagem. Mas mandaram fazer o julgamento e outro juiz, da 12.ª Vara da Justiça Federal em Brasília, achou que deveria condená-lo. Coloco os dois casos, de Dirceu e de Martins, lado a lado porque todo mundo diz que o veredito depende da cor ideológica do acusado, do réu, do indiciado. É o que estamos vendo aqui: a falta de critério de muita gente na Justiça. Vivemos tempos muito estranhos.