População aprova operação no Rio e culpa STF por caos da ADPF; Gilmar Mendes mente descaradamente ao se explicar

    03/11/2025 14h54 - Atualizado há 1 mês

    A recente megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, recebeu apoio maciço da população, mas também reacendeu uma das maiores polêmicas do país: a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) nas ações de segurança pública.


    A ação — que mobilizou mais de 2.500 agentes, resultou em mais de 100 mortes, entre elas quatro policiais — foi vista como um duro golpe contra o crime organizado, especialmente contra o Comando Vermelho, que há anos domina as comunidades da região. Ao mesmo tempo, o povo e as forças de segurança apontam um culpado pela escalada do crime no estado: o STF, e em especial o ministro Gilmar Mendes, relator da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.

    A ADPF que amarrou a polícia e libertou o crime


    Criada em 2019 por iniciativa do PSB, a ADPF 635 estabeleceu uma série de restrições às operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro. Em nome dos “direitos humanos”, o STF determinou que ações só poderiam ocorrer em situações excepcionais, com comunicação prévia ao Ministério Público e justificativas documentadas.


    Na prática, essas limitações criaram uma paralisia nas forças de segurança, que viram o crime avançar sobre territórios inteiros. Enquanto traficantes reforçavam arsenais, erguiam barricadas e impunham leis próprias, o Estado recuava — e a população, refém, assistia ao crescimento da violência.


    O próprio governador Cláudio Castro classificou a decisão como “maldita”, afirmando que ela foi responsável direta pelo enfraquecimento da segurança pública e pela ousadia sem precedentes das facções criminosas.

    Apoio popular e indignação contra o Supremo
    Nas redes sociais, a reação foi contundente. A operação foi amplamente apoiada, e o sentimento de revolta contra o Supremo dominou os comentários. Frases como “O STF amarra a polícia e solta o crime” e “Quem proíbe a ação do Estado, protege o bandido” viralizaram.


    A percepção majoritária é que, se o STF tivesse permitido o trabalho pleno das forças de segurança, o Rio de Janeiro não teria chegado ao nível de descontrole atual. O povo, cansado da impunidade, enxergou na operação uma retomada do protagonismo do Estado — ainda que tardiamente.

    Gilmar Mendes vai às redes e mente descaradamente
     
    Diante da enxurrada de críticas, o ministro Gilmar Mendes foi às redes sociais tentar se explicar. Disse que o STF “nunca proibiu” operações policiais e que apenas “fixou parâmetros para proteger vidas”.


    A tentativa, no entanto, soou como afronta à inteligência da população. Os registros oficiais da própria decisão do Supremo comprovam que as restrições impostas inviabilizaram a atuação policial por anos. Ao afirmar o contrário, Gilmar mente descaradamente — tentando reescrever a história para se livrar da responsabilidade pelo caos instalado no Rio.


    Em vez de reconhecer o erro, o ministro preferiu a retórica, ignorando o fato de que a ausência do Estado nas comunidades, imposta pela decisão do STF, foi um dos principais fatores que permitiram o fortalecimento do tráfico.

    Entre a lei e a omissão


    O caso escancara o abismo entre a teoria de gabinete e a realidade das ruas. Enquanto ministros debatem “parâmetros constitucionais”, policiais morrem em confrontos diários e cidadãos vivem sob o domínio do crime.


    A operação no Rio mostrou que o país ainda tem forças dispostas a reagir. Mas também deixou claro que há uma distância cada vez maior entre o que o povo sente e o que o Supremo decide.
    No fim, a verdade que ecoa nas ruas é simples: Gilmar mente, o STF erra — e o povo paga a conta.


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