Moraes nega pedido para Pai assistir formatura da Filha e volta a expor desumanidade em decisões

    05/11/2025 11h40 - Atualizado há 1 mês

    O Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do coronel Marcelo Câmara para que ele pudesse comparecer à formatura da filha, Beatriz, estudante de medicina. O evento está previsto para ocorrer entre os dias 10 e 15 de novembro em Maceió.

    A solicitação havia sido protocolada em abril, reiterada em setembro e renovada com urgência diante da proximidade da cerimônia. A defesa argumentava que se tratava de um momento simbólico e de profundo valor afetivo para a família, mas o ministro rejeitou o pedido sob o argumento de que o réu deveria adaptar-se às restrições impostas pela prisão preventiva.

    Além de negar o pedido, Moraes determinou a abertura de novo inquérito contra o advogado do coronel, por suposta tentativa de obter informações sigilosas, e, em decisão anterior, chegou a destituir a defesa sob alegação de atraso processual. Embora tenha autorizado visitas de familiares no batalhão onde o militar está preso, excluiu a própria filha da lista de visitantes, impedindo o contato no período mais esperado por ela e por toda a família.

    A decisão, marcada pela frieza e pela falta de sensibilidade humana, reforça o padrão de autoritarismo que tem caracterizado a atuação de Moraes à frente de processos politicamente delicados. O ministro parece agir não apenas com rigor jurídico, mas com um viés punitivo que desconsidera princípios de proporcionalidade e humanidade — valores essenciais à Justiça.

    A conduta do magistrado, amplamente criticada por juristas e entidades internacionais, já resultou em sanções no exterior por violação de direitos humanos. Moraes foi apontado como responsável por medidas abusivas, prisões arbitrárias e restrições à liberdade de expressão, práticas que afrontam tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

    O caso do coronel Marcelo Câmara e da filha, Beatriz, torna-se mais um episódio emblemático da desumanidade que vem marcando as decisões do ministro. Ao negar o direito de um pai presenciar a conquista da filha, o STF se distancia da missão de garantir justiça e aproxima-se perigosamente da arbitrariedade que viola a dignidade humana.


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