'Tem que baixar a cabeça’: deputadas e senador do PL por SC discutem em live nas redes sociais

    07/11/2025 20h51 - Atualizado há 3 semanas

    A corrida pelo Senado em Santa Catarina ganhou novos capítulos de tensão na tarde desta sexta-feira (7), quando as deputadas estaduais Ana Campagnolo e Júlia Zanatta protagonizaram uma acalorada discussão em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. O embate escancarou as divergências internas sobre o futuro do Partido Liberal (PL) no estado e a formação da chapa para 2026.

    Durante a live, Zanatta convidou o senador Jorge Seif (PL) para comentar a possibilidade de composição com Esperidião Amin (PP). A simples menção ao nome do progressista irritou Campagnolo, que reagiu de imediato:

    “Eu não participo de nada com esse cidadão, vou ter que sair”, declarou, antes de deixar a transmissão.

    Seif, que tem defendido uma chapa pura do PL, com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro como nomes ao Senado, manteve a posição e reafirmou o alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Campagnolo só retornou à conversa após a saída do senador.

    Troca de farpas e críticas recentes

    O episódio ocorre dias depois de Seif afirmar, em discurso, que Campagnolo “não era nada até ontem, era professora”, e acusar parte da bancada catarinense de “virar as costas” para Bolsonaro. As declarações acirraram o clima dentro do partido, que enfrenta forte disputa interna pela liderança e pelas indicações de 2026.

    “Abaixar a cabeça” ou resistir

    Durante o debate, que durou mais de uma hora e meia, Zanatta defendeu que os aliados em Santa Catarina deveriam “abaixar a cabeça” e demonstrar lealdade irrestrita ao clã Bolsonaro. A fala provocou reação imediata de Campagnolo, que rebateu:

    “Essa expressão é ruim. O estado já mostrou inúmeras vezes seu apoio ao presidente. O que precisamos agora é coerência.”

    Disputa pela vaga ao Senado

    As divergências giram em torno da definição da chapa majoritária para o Senado. Carlos Bolsonaro, natural do Rio de Janeiro, anunciou no fim de outubro sua intenção de disputar por Santa Catarina — movimento que causou desconforto entre lideranças locais.

    Enquanto Campagnolo e parte da base defendem uma composição exclusivamente bolsonarista, com Carlos e Carol de Toni, outro grupo — liderado por Jorge Seif e aliados — tenta articular uma aliança entre o PL e o PP, que incluiria Esperidião Amin.

    Nesse arranjo, Amin representaria o Progressistas e contaria com o apoio direto de Jair Bolsonaro, o que deixaria Carol de Toni fora da corrida, apesar de sua articulação política antecipada dentro do partido.

    Cenário em disputa

    O embate desta sexta-feira expôs não apenas divergências estratégicas, mas também choques de protagonismo dentro do bolsonarismo catarinense. A definição da chapa ao Senado promete ser uma das mais disputadas da eleição de 2026 em Santa Catarina — e, ao que tudo indica, a disputa interna no PL ainda está longe de terminar.


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