Durante o programa Alive, apresentado por Claudio Dantas nesta segunda-feira (10), o advogado ambiental Diovane Franco foi direto ao ponto: a COP 30 é um fracasso retumbante. O evento, que o governo brasileiro e os “gurus verdes” da elite mundial tentaram vender como vitrine de sustentabilidade e liderança global, naufragou em meio à indiferença internacional e à incoerência dos próprios defensores do clima.
“A fila para entrar não durou cinco minutos. A adesão dos Estados também foi pequena: apenas 17 compareceram”, afirmou Franco, descrevendo o esvaziamento que transformou a tão anunciada conferência em um grande flop diplomático e midiático.
Segundo o especialista, o Brasil precisa abandonar o papel de aluno obediente da agenda ambiental imposta por nações ricas — justamente as mais poluidoras do planeta. “Há um desequilíbrio gritante. Querem que o Brasil arque com metas rígidas enquanto países como a China respondem por quase 20% das emissões globais e seguem intocáveis. Nós não somos responsáveis nem por 3% e, mesmo assim, querem ditar as regras aqui”, criticou.
Franco também denunciou a hipocrisia que domina as discussões sobre os fundos ambientais, em especial o Fundo Clima e o Fundo Amazônia, hoje transformados em vitrines de virtude ecológica para políticos e ONGs com pouca ou nenhuma transparência. “Esses recursos precisam ser direcionados a necessidades reais. Há pessoas com fome, sem saneamento básico, sem acesso a serviços essenciais, enquanto se financiam projetos que nada têm a ver com a proteção ambiental”, afirmou.
O advogado lembrou que os fundos já acumulam mais de R$ 67 bilhões, boa parte administrada por organizações que operam sem fiscalização efetiva. “Falta clareza sobre para onde esse dinheiro vai. O discurso verde serve de cortina para velhas práticas de aparelhamento e dependência internacional”, completou.
No fim, a COP 30 — anunciada como o palco da “nova era ambiental do Brasil” — revelou-se um espetáculo de vaidades políticas, desperdício de recursos públicos e ausência de resultados concretos. Um fracasso vergonhoso para o país e uma demonstração de que o ambientalismo global, dominado por narrativas ideológicas e interesses financeiros, continua distante das verdadeiras urgências da humanidade.