Boletim médico diz que Bolsonaro teve “piora” da função renal

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Boletim médico divulgado neste sábado (14/3) informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro encontra-se clinicamente estável, embora tenha apresentado piora na função renal e elevação dos marcadores inflamatórios, segundo a equipe médica responsável por seu atendimento.

O documento, assinado pelos profissionais que acompanham o ex-chefe do Executivo, informa que Bolsonaro permanece em tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, além de realizar fisioterapia respiratória e motora e receber medidas preventivas contra trombose venosa.

De acordo com o boletim, não há previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neste momento.

Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo informações médicas, ele apresentou febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios enquanto estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Diante do agravamento do quadro clínico, a equipe de plantão decidiu transferi-lo, na manhã de sexta-feira (13), para avaliação hospitalar mais detalhada.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão desde 15 de janeiro, quando passou a permanecer no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília.

Conforme revelado em laudo médico elaborado pelos profissionais que o acompanham no sistema prisional, Bolsonaro havia caminhado cerca de 5 quilômetros no dia anterior ao mal-estar. Na tarde de 12 de março, o relatório indicava que ele estava em bom estado geral, lúcido e orientado.

Ainda segundo registros do plantão noturno, o ex-presidente apresentou episódios de soluço, mas preferiu não tomar medicação naquele momento. “Informou que tomaria após o jogo”, diz o documento.

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Flávio Bolsonaro comenta estado de saúde

Na manhã deste sábado, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que o pai “escapou por pouco” de uma situação mais grave.

Segundo ele, em conversa com o médico responsável pelo tratamento, foi informado de que o quadro poderia ter se agravado rapidamente caso a transferência ao hospital demorasse mais algumas horas.

Flávio também relembrou episódio anterior em que Bolsonaro sofreu uma queda quando ainda estava detido na Superintendência da Polícia Federal, ocasião em que criticou a demora na autorização para atendimento hospitalar.

“Se ele tivesse ficado mais uma ou duas horas no batalhão, havia risco de uma infecção generalizada. Em casos como esse, a taxa de sobrevivência pode ser de apenas metade dos pacientes”, afirmou o senador, que disse retornar a Brasília ainda neste sábado para acompanhar o pai.

Quadro inspira cautela

A deputada federal Bia Kicis também esteve no hospital e afirmou que houve melhora em relação ao momento da internação, embora o quadro ainda exija atenção e acompanhamento médico constante.

Segundo ela, Bolsonaro chegou ao hospital com grande dificuldade respiratória, mas apresentou melhora após as primeiras intervenções médicas.

“Ele está melhor do que quando chegou, mas o quadro ainda inspira muito cuidado. Agora o organismo precisa reagir à infecção, que era bastante forte”, declarou a parlamentar.