Entre votos e discursos vazios, quem salva vidas são os doadores que os políticos fingem ser

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Na tarde desta segunda-feira (16), durante evento no Hospital Azambuja, em Brusque, que contou com a presença do governador de Santa Catarina, Jorginho Melo, o empresário Luciano Hang voltou a demonstrar, na prática, aquilo que muitos discursos políticos jamais conseguiram entregar: compromisso real com a vida das pessoas.

Em sua fala, Hang anunciou o lançamento de uma nova campanha para ampliar a estrutura do hospital, com a construção de 34 novos apartamentos para internação. Mais do que números, a iniciativa representa dignidade no atendimento, conforto em momentos de fragilidade e, sobretudo, respeito ao cidadão que precisa da saúde pública e filantrópica.

“Quem utiliza o hospital sabe que, quando estamos doentes, é para o Azambuja que corremos”, afirmou o empresário, ao destacar o papel essencial da instituição para Brusque e toda a região.

A proposta prevê a utilização da antiga área administrativa do hospital para a construção dos novos espaços. Para tirar o projeto do papel, Hang já deu o primeiro passo — como de costume — com atitude concreta: anunciou uma doação inicial de R$ 1 milhão por meio da Havan, conclamando outros empresários e cidadãos a fazerem o mesmo.

A meta da campanha é arrecadar cerca de R$ 6 milhões.

Mas o que está por trás desse movimento vai muito além de cifras. Trata-se de um modelo que, há anos, sustenta e transforma o Hospital Azambuja: o esforço coletivo de empresários, doadores e cidadãos que, ao contrário de muitos agentes públicos, não enxergam a saúde como palanque, mas como missão.

É preciso dizer com todas as letras: sem esse espírito de solidariedade ativa, dificilmente o Hospital Azambuja teria chegado ao patamar atual. Mais do que isso — sem essas contribuições, é plausível afirmar que a estrutura hoje existente sequer acompanharia as demandas modernas da medicina. Muitos dos serviços que hoje salvam vidas simplesmente não existiriam.

Enquanto isso, sob o discurso recorrente da “defesa da saúde”, parte da classe política insiste em transformar a dor alheia em capital eleitoral. Promessas se acumulam, discursos se repetem, mas a realidade concreta muitas vezes é de filas, limitações e abandono — uma contradição que a população conhece bem.

Diante desse cenário, iniciativas como a liderada por Luciano Hang escancaram uma verdade incômoda: quando a sociedade civil se mobiliza, as soluções aparecem. Quando depende exclusivamente da engrenagem política, o que se vê, não raras vezes, é lentidão, burocracia e oportunismo.

O Hospital Azambuja é hoje um exemplo vivo dessa diferença. Com cerca de 400 médicos e aproximadamente 1.400 colaboradores, tornou-se uma estrutura robusta, moderna e essencial para a região — resultado direto de anos de investimentos, doações e engajamento comunitário.

Mais do que um hospital, tornou-se símbolo de algo maior: a prova de que empresários e cidadãos comprometidos podem, sim, mudar realidades e salvar vidas.

E talvez essa seja a reflexão mais dura — e necessária: enquanto alguns lucram com votos, outros lutam para que não falte espaço nos hospitais… nem sobrem vidas nos cemitérios.