SUPREMO EM RUÍNAS: 60% DOS BRASILEIROS NÃO CONFIAM MAIS NO STF E APONTAM OS ROSTOS DA DERROCADA

Por Fábio Roberto de Souza

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A crise de credibilidade do Supremo Tribunal Federal deixou de ser percepção para se tornar estatística.

Levantamento recente escancara um dado devastador: 60% dos brasileiros afirmam não confiar no STF. Em qualquer democracia minimamente saudável, isso já seria motivo suficiente para profunda reflexão institucional. No Brasil, no entanto, a Corte parece seguir imune à própria erosão de legitimidade.

E o mais grave: a rejeição não é difusa — ela tem endereço certo dentro do plenário.

Os números mostram quem são os principais símbolos desse desgaste:

  • Dias Toffoli: 81% de rejeição

  • Gilmar Mendes: 67% de rejeição

  • Alexandre de Moraes: 59% de rejeição

  • Flávio Dino: também entre os mais mal avaliados, com saldo amplamente negativo de imagem

De Corte Constitucional a centro de desconfiança

O STF, que deveria ser o guardião máximo da Constituição, passou a ser visto por grande parte da população como um poder que ultrapassa limites, interfere onde não deveria e atua, muitas vezes, como protagonista político.

A consequência é inevitável: perda de confiança.

E confiança, no Judiciário, não é detalhe — é fundamento.

Quando a maioria deixa de acreditar

Não se trata de crítica pontual ou polarização momentânea. Quando 6 em cada 10 brasileiros dizem não confiar na Suprema Corte, estamos diante de um cenário de ruptura institucional silenciosa.

O cidadão comum já não enxerga o STF como árbitro imparcial. Para muitos, a Corte deixou de ser símbolo de equilíbrio e passou a representar excesso, seletividade e distanciamento da realidade do país.

Os rostos do desgaste

Os altos índices de rejeição de Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes não são apenas números — são sintomas.

Sintomas de uma Corte que, ao longo dos últimos anos, acumulou decisões controversas, tensionou relações entre os Poderes e se afastou daquilo que deveria ser sua essência: a sobriedade institucional.

Flávio Dino, recém-chegado ao Supremo, já figura entre os nomes mais criticados, indicando que o problema não é episódico — é estrutural.

A crise é de legitimidade, não de narrativa

Não adianta discurso técnico, votos longos ou decisões herméticas.

Quando a população perde a confiança, perde-se algo que não se recupera com formalidade: autoridade moral.

E autoridade moral é o que sustenta qualquer Corte constitucional.

Conclusão: o STF enfrenta seu próprio julgamento

O Supremo continua julgando o país — mas, pela primeira vez de forma tão clara, passou a ser julgado pela própria sociedade.

E o veredito, ao menos neste momento, é duro:
desconfiança majoritária, rejeição concentrada e credibilidade em queda livre.

A pergunta que fica é simples — e incômoda:
até quando a Corte conseguirá sustentar sua autoridade sem a confiança do povo?

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Fábio Roberto de Souza é jornalista – 6867/SC, atuando como colunista e articulista do BN Brasil e colaborando com diversos veículos de comunicação. Desenvolve análises e conteúdos voltados à política, economia, educação, direitos do consumidor e temas institucionais, com foco na informação responsável, no debate público qualificado e na defesa do interesse coletivo.
instagram: @fabiorobertodesouzas