URGENTE: Mendonça manda Alcolumbre prorrogar CPMI do INSS

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, voltou a demonstrar, de forma inequívoca, o que se espera de um magistrado comprometido com a Constituição, com a moralidade pública e com a verdade: coragem para agir, firmeza para decidir e independência para não se curvar a interesses obscuros.

Nesta segunda-feira (23), Mendonça determinou que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, adote, no prazo de 48 horas, todas as providências necessárias para garantir a prorrogação da CPMI do INSS — uma comissão absolutamente vital para o esclarecimento de suspeitas gravíssimas que envolvem bilhões de reais e possíveis esquemas de corrupção contra aposentados e pensionistas brasileiros.

A decisão não apenas restabelece a legalidade, como também expõe, de maneira constrangedora, a omissão deliberada da presidência do Congresso. Mendonça foi cirúrgico ao reconhecer que havia inércia injustificável — e, mais do que isso, um silêncio que beira a cumplicidade institucional.

Enquanto Mendonça se posiciona como verdadeiro guardião da Constituição, agindo com altivez e compromisso público, o comportamento de Alcolumbre levanta questionamentos inevitáveis: a quem interessa calar uma comissão que investiga desvios potencialmente bilionários? Quem ganha com o encerramento precoce dos trabalhos? E, principalmente, o que se pretendia esconder?

A tentativa de empurrar a CPMI para o esquecimento não soa como mero descuido burocrático — soa como estratégia. Uma estratégia perigosa, que cheira à velha política de bastidores, onde investigações incômodas são sufocadas antes que alcancem seus verdadeiros alvos.

Ao determinar a continuidade dos trabalhos, Mendonça não apenas cumpriu seu papel — ele elevou o padrão institucional. Deu um recado claro: não haverá espaço para manobras que visem blindar suspeitos, proteger interesses escusos ou impedir que a verdade venha à tona.

A medida atende ao pedido de parlamentares que, diferentemente de outros, ainda parecem comprometidos com o dever de investigar — como o senador Carlos Viana, o deputado Alfredo Gaspar e o deputado Marcel Van Hattem.

No fim das contas, a decisão de Mendonça expõe um contraste gritante: de um lado, a atuação firme, técnica e corajosa de um ministro que honra a toga; de outro, a postura nebulosa de quem, ao que tudo indica, preferia ver a investigação morrer antes de produzir respostas.

E quando alguém tenta impedir que perguntas sejam feitas, é porque teme — profundamente — as respostas.