Operação contra esquema bilionário e com prisões de MC Poze do Rodo e dono da Choquei cumpre mandado em Brusque
A Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15), em diversos estados do país, teve desdobramentos também no bairro Souza Cruz, em Brusque.
A ação faz parte de uma ampla investigação que apura um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com movimentação estimada em mais de R$ 1,6 bilhão. A operação alcançou diferentes regiões do Brasil e repercutiu inclusive no meio artístico.
Entre os alvos está o cantor MC Poze do Rodo, preso em sua residência no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. Também foram detidos o funkeiro MC Ryan SP e o influenciador Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei.
Em Brusque, um dos mandados foi cumprido no contexto da ofensiva nacional coordenada pela Polícia Federal. O município integra a lista de cidades atingidas pela operação, realizada de forma simultânea em diferentes estados.
De acordo com informações preliminares divulgadas pela Polícia Federal, mais de 200 agentes participaram da ação, que cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP).
Segundo a corporação, as investigações apontam a existência de uma estrutura organizada voltada à ocultação e dissimulação de valores ilícitos, com uso de operações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. O volume movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes específicos sobre a ação realizada em Brusque.
Mandados e apreensões
Além de Santa Catarina, os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Goiás, além do Distrito Federal.
Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e a imposição de restrições a empresas ligadas aos investigados.
Os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.