Lula e Joesley atuaram para barrar classificação de PCC e CV como terroristas

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Em declarações feitas nesta sexta-feira (29) ao programa ALive, o jornalista Paulo Figueiredo classificou como um "momento histórico" a decisão dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo ele, a medida somente avançou após intensa articulação política junto ao governo norte-americano, envolvendo lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante a entrevista, Figueiredo afirmou que o processo de classificação das facções teria enfrentado resistência diplomática e política por parte do governo brasileiro. De acordo com sua versão dos fatos, integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty atuaram para tentar retardar ou impedir a medida junto às autoridades americanas.

O jornalista relatou que a proposta vinha sendo discutida há meses por ele, pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e pelo senador Flávio Bolsonaro, então presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado. Segundo Figueiredo, o processo já estaria tecnicamente concluído dentro da estrutura do governo dos Estados Unidos, restando apenas a decisão política final.

Ainda conforme suas declarações, a reunião realizada nesta semana entre Flávio Bolsonaro e o presidente Donald Trump teria sido decisiva para destravar a classificação das organizações criminosas. Para Figueiredo, a medida representa um reconhecimento internacional da gravidade da atuação do PCC e do Comando Vermelho e abre caminho para instrumentos mais severos de combate ao crime organizado transnacional.

O jornalista também criticou o governo Lula, sustentando que houve movimentações políticas contrárias à classificação das facções. As alegações, contudo, refletem a interpretação apresentada por Figueiredo durante a entrevista e não foram acompanhadas de provas públicas no programa.

Ao comentar as relações entre Brasil e Estados Unidos, Figueiredo afirmou ainda que integrantes do governo Trump avaliam medidas relacionadas a violações de direitos humanos e sanções internacionais, mencionando novamente o ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, eventuais providências dependeriam exclusivamente de decisão política da Casa Branca.

A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos marca um novo capítulo na cooperação internacional contra o crime organizado e tende a ampliar o debate político sobre segurança pública, diplomacia e combate às facções criminosas no Brasil.