Havan no Paraguai? Luciano Hang visita país vizinho que virou o 'paraíso' do varejo nacional, que foge do regime petista/STF

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A visita do empresário Luciano Hang ao Paraguai nesta semana, não representa apenas uma agenda empresarial. Ela simboliza um movimento que vem ganhando força nos últimos anos: a busca de empresários brasileiros, profissionais iberais e empresas, por ambientes considerados mais previsíveis para investir, produzir e gerar empregos.

Acompanhado de executivos da Havan, Hang conheceu as operações das empresas Dass Tex e Texcin, observando de perto a estrutura industrial, a logística e o ambiente de negócios do país vizinho. O empresário destacou que conhecer boas práticas e modelos competitivos é essencial para quem pretende continuar crescendo em um mercado globalizado.

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Hang também teve uma reunião com o Presidente paraguaio Santiago Peña.

A coincidência temporal chamou atenção. A visita ocorreu um dia após a realização da Cúpula do Mercosul em Assunção, da qual participou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto o governo brasileiro defendia sua agenda regional, empresários avaliavam, no mesmo país, condições de investimento que muitos consideram mais favoráveis.

Os números ajudam a explicar esse interesse.

Segundo dados da OCDE referentes a 2024, o Brasil possui carga tributária equivalente a 33,3% do PIB, a maior da América Latina entre os países listados. O Paraguai aparece com 14,7%, menos da metade da brasileira.

País Carga Tributária Brasil 33,3% Argentina 29,6% Uruguai 26,6% Costa Rica 25,5% Chile 23,9% Bolívia 23,7% El Salvador 22,9% Honduras 21,4% Equador 20,9% Colômbia 19,7% Paraguai 14,7%

A diferença é expressiva: 18,6 pontos percentuais.

Mas, para muitos empresários, a decisão sobre onde investir vai além da tributação

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Uma das críticas frequentemente levantadas por representantes do setor produtivo diz respeito ao ambiente regulatório brasileiro. Mudanças frequentes nas regras, elevado grau de judicialização, complexidade tributária e incertezas quanto à interpretação das normas são apontadas por diversos agentes econômicos como fatores que elevam custos, dificultam o planejamento de longo prazo e reduzem a competitividade.

Nesse contexto, países que oferecem menor burocracia, tributação mais baixa e maior previsibilidade acabam se tornando destinos cada vez mais atrativos para novos investimentos.

É importante destacar que o fenômeno da internacionalização de empresas não decorre de um único fator. Decisões empresariais normalmente consideram um conjunto de elementos, como custos, logística, estabilidade regulatória, acesso a mercados e disponibilidade de mão de obra.

Ainda assim, cresce o debate sobre se o Brasil está conseguindo oferecer um ambiente competitivo para manter investimentos e atrair novos empreendimentos.

A discussão ganha relevância porque capital, tecnologia e profissionais altamente qualificados possuem mobilidade. Quando um país é percebido como excessivamente complexo ou imprevisível para empreender, empresas podem optar por expandir suas operações em outras jurisdições.

A visita de Luciano Hang ao Paraguai, portanto, pode ser interpretada como um exemplo de um debate mais amplo: a competição entre países por investimentos privados.

Enquanto algumas nações procuram simplificar regras, reduzir custos e aumentar a previsibilidade para estimular a atividade econômica, o Brasil continua enfrentando críticas de setores empresariais que defendem reformas voltadas à simplificação tributária, à segurança jurídica e à redução da burocracia.

A principal consequência desse cenário, segundo seus críticos, é que investimentos, empregos e oportunidades deixam de ser gerados em território brasileiro e passam a beneficiar economias concorrentes da região. O desafio para o Brasil é demonstrar que consegue combinar arrecadação, estabilidade institucional e um ambiente de negócios suficientemente competitivo para evitar que esse movimento se intensifique.

Enquanto isso o Bolsa Família só cresce. Já tem mais gente encostado em benefícios, do que trabalhando de carteira assinada! Como o Brasil pode dar certo assim?!