O silêncio cruel de um sistema que prefere ver Bolsonaro morrer

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana que atinge os dois pulmões. O quadro clínico, divulgado em boletim médico e tornado público pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, revela uma condição grave que exige acompanhamento intensivo e tratamento hospitalar rigoroso.

A doença tem origem em um episódio de broncoaspiração — quando conteúdo do estômago ou secreções acabam atingindo os pulmões, provocando inflamação severa e podendo evoluir para pneumonia. Trata-se de um quadro clínico delicado, ainda mais quando ocorre em alguém submetido a condições físicas e emocionais extremas.

Mas a questão que se impõe ao país vai muito além da medicina. O estado de saúde de Bolsonaro escancara algo que muitos brasileiros já perceberam: existe hoje no Brasil um ambiente político e institucional contaminado pelo desejo de destruição completa de um adversário.

O sistema que hoje governa o país — uma aliança cada vez mais evidente entre o regime petista e setores do Supremo Tribunal Federal — parece ter ultrapassado todos os limites da disputa democrática. Não se trata mais de divergência política. Trata-se de perseguição.

Bolsonaro, gostem ou não de suas posições, é um ex-presidente da República que governou o país por quatro anos e que continua representando milhões de brasileiros. Mesmo assim, encontra-se submetido a um processo político e judicial que, para muitos observadores, já deixou de buscar justiça para se transformar em um projeto de eliminação política.

O Brasil assiste, perplexo, a um cenário no qual adversários políticos parecem não estar satisfeitos apenas em derrotar Bolsonaro nas urnas ou no debate público. A impressão que se consolida é outra: querem destruí-lo por completo — moralmente, politicamente e, se necessário, fisicamente.

Quando um líder político adoece em condições tão graves enquanto está sob custódia do Estado, o mínimo esperado de qualquer sistema democrático é prudência, humanidade e responsabilidade institucional. No entanto, o que se vê é um silêncio frio por parte de muitos daqueles que hoje concentram poder em Brasília.

Para milhões de brasileiros, a pergunta que ecoa é inevitável: até onde esse processo irá?

Porque quando a política passa a tratar a saúde e a vida de um adversário como mero detalhe, algo fundamental já se perdeu na democracia brasileira.

E a história mostra que regimes que passam a perseguir pessoas com esse nível de obstinação raramente terminam bem.


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