Pesquisa revela um país cansado — e o bolso continua sendo o maior adversário de Lula

Por Fábio Roberto de Souza

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A nova pesquisa do Instituto Meio/Ideia mostra um Brasil dividido nos números, mas cada vez mais unido em uma realidade incontestável: o custo de vida sufoca as famílias.

Quando quase metade dos entrevistados desaprova o regime consorciado com STF de Luiz Inácio Lula da Silva e a avaliação negativa supera com folga a positiva, o recado é claro: para uma parcela expressiva da população, a conta simplesmente não fecha.

Na visão deste articulista, o desgaste do regime não decorre principalmente das disputas ideológicas travadas em Brasília, mas da experiência cotidiana dos brasileiros. É no supermercado, na farmácia, na conta de energia, na fatura da água, no combustível e no aluguel que se forma a verdadeira opinião pública, além, é claro, dos abusos do STF, que engatado com Lula e PT destrói diariamente a Democracia, criando Constituições próprias. A insegurança juridica brasileira já rompeu barreiras internacionais, provando que o mundo reconhece e o brasileiro não suporta mais os abusos de membros do STF.

Nenhuma campanha publicitária consegue convencer uma dona de casa de que a economia vai bem quando o carrinho de compras leva menos produtos e custa mais caro. Nenhum pronunciamento oficial reduz o preço dos medicamentos. Nenhum discurso altera o valor das tarifas que chegam todos os meses às residências brasileiras.

Na avaliação deste articulista, a pesquisa nacional ainda pode não refletir integralmente o sentimento existente em inúmeras cidades do interior do país. Trata-se de uma hipótese que mereceria estudos específicos, mas é plausível que, em regiões onde a renda é menor e a inflação sobre itens essenciais pesa mais, a rejeição seja ainda mais elevada. É justamente nesses locais que o impacto do aumento do custo de vida costuma ser sentido com maior intensidade.

Este artigo também sustenta que o atual regime atua em sintonia institucional com decisões do Supremo Tribunal Federal, percepção que, para seus críticos, contribui para um ambiente de reduzido contraponto entre os Poderes. Trata-se de uma interpretação política presente no debate público e que alimenta a sensação, entre muitos brasileiros, de concentração de poder em Brasília.

Enquanto isso, cresce o contraste entre a realidade enfrentada pela população e a percepção de uma máquina pública cara e distante. Muitos cidadãos observam despesas elevadas da estrutura federal e questionam se o peso dessa estrutura recai, em última análise, sobre uma sociedade que já enfrenta dificuldades para manter seu padrão de vida. Ninguem aguenta mais se sacrificar para sustentar a "Corte Imperial de Lula e Janja".

Os números da pesquisa podem até indicar estabilidade estatística, mas dificilmente representam tranquilidade política. Uma desaprovação próxima da metade do eleitorado, acompanhada de uma avaliação majoritariamente negativa da administração, evidencia um governo que encontra dificuldades para convencer parte significativa da população de que o país segue na direção correta. E olha que o regime está descarregando dinheiro aos bilhões - que não tem - para tentar através de benefícios escravizar a população e angariar votos.

No fim, pesquisas são retratos momentâneos. O eleitor, porém, costuma decidir pelo que sente no bolso. E, enquanto o brasileiro continuar percebendo que trabalha mais para comprar menos, qualquer tentativa de reverter esse cenário enfrentará um obstáculo muito maior do que a disputa política: a realidade econômica vivida diariamente por milhões de famílias.

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Fábio Roberto de Souza é jornalista, atuando como colunista e articulista do BN Brasil e colaborando com diversos veículos de comunicação. Desenvolve análises e conteúdos voltados à política, economia, educação, direitos do consumidor e temas institucionais, com foco na informação responsável, no debate público qualificado e na defesa do interesse coletivo - instagram: @fabiorobertodesouzas


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