Uma nova pesquisa BTG/Nexus, com divulgação prevista para segunda-feira, 14, poderá confirmar a consolidação de Flávio Bolsonaro como principal adversário de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial.
Na rodada divulgada na terça-feira, 8, Flávio apareceu pela primeira vez numericamente à frente de Lula em um eventual segundo turno. O senador alcançou 46% das intenções de voto, contra 45% do presidente. Embora a diferença esteja dentro da margem de erro, o resultado representa uma importante mudança na série histórica do instituto.
Na pesquisa anterior, Flávio tinha 45% e Lula, 46%. A inversão demonstra que o senador não apenas avançou, como conseguiu superar numericamente o atual presidente no confronto direto.
No primeiro turno, Lula permanecia na liderança, com 39%, mas Flávio também apresentou crescimento, passando de 33% para 35%. Augusto Cury aparecia na terceira colocação, com 9%.
O novo levantamento será realizado entre sexta-feira, 11, e domingo, 13, com testes de diferentes cenários de primeiro e segundo turnos. Uma das principais novidades será a avaliação do grau de convicção dos eleitores.
Após escolherem entre Lula e Flávio, os entrevistados serão questionados se a decisão já está consolidada ou se ainda poderão mudar de posição até o fim de outubro. Entre aqueles que admitirem a possibilidade de mudança, a Nexus perguntará qual seria a segunda opção.
Esse recorte permitirá verificar não apenas quem está à frente, mas também qual candidato possui a base eleitoral mais firme e maior capacidade de conquistar novos votos.
A pesquisa anterior também mostrou equilíbrio no potencial de voto. Tanto Lula quanto Flávio atingiram 47%. Na rejeição, porém, Lula registrou 49% e Flávio, 50%, diferença de apenas um ponto percentual.
Os números evidenciam um cenário de forte competitividade, especialmente porque Flávio vem demonstrando crescimento tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O novo levantamento também testará Lula contra Augusto Cury, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. No cenário envolvendo Cury, o escritor havia alcançado 45%, diante de 43% de Lula, igualmente em empate técnico.
Outro ponto importante será a percepção da população sobre as condições de vida desde 2023. A pesquisa perguntará se houve melhora, piora ou estabilidade em áreas como renda, segurança, poder de compra, saúde, educação, acesso ao crédito, bem-estar e capacidade de poupança.
O instituto também investigará em que medida o governo federal foi responsável pelas mudanças percebidas. O resultado poderá demonstrar se a avaliação da administração Lula corresponde à realidade experimentada pelas famílias brasileiras.
A situação econômica do país, as finanças pessoais dos entrevistados e as expectativas para os próximos seis meses também serão analisadas. Haverá ainda uma comparação entre o atual momento e o governo encerrado em 2022.
Além da intenção de voto, o levantamento medirá rejeição, potencial eleitoral, conhecimento do número dos candidatos e disposição dos eleitores para comparecer às urnas.
A pesquisa BTG/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04076/2026. Serão entrevistados 2.000 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A expectativa agora se concentra em saber se Flávio Bolsonaro manterá a dianteira numérica e confirmará a trajetória de crescimento que o colocou, pela primeira vez, à frente de Lula no segundo turno.