O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (10) que pretende "enterrar o PT de uma vez por todas" durante o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes ao Senado pelo PL do Ceará. Em discurso voltado à segurança pública, o pré-candidato à Presidência prometeu endurecer o combate ao crime organizado e afirmou que será "radical" na área.
"Estou mais do que preparado para enfrentar tudo e todos que querem continuar atrasando o Brasil. Dá uma tristeza ver que o Ceará está entregue aos narcoterroristas", declarou, em referência ao governo do petista Elmano de Freitas.
Flávio defendeu a eleição de parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o Ceará simboliza o fracasso das administrações petistas. "Aqui o prefeito é do PT, o governador é do PT, o presidente é do PT. É a demonstração da desgraça que esse partido representa para o país", disse.
Ao criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador afirmou que o petista viajou aos Estados Unidos para pedir que o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) não fossem classificados como organizações terroristas. "Há uma grande diferença entre nós. Eu quero bandido na cadeia; ele passa a mão na cabeça de bandido", declarou.
Segundo Flávio, Lula "faz gestos aos marginais" e, por isso, "as cadeias ficaram em festa em 2022, quando ele foi declarado presidente da República". O parlamentar também incentivou a plateia a questionar eleitores petistas sobre qual candidato teria maior apoio de criminosos condenados por roubo, homicídio, estupro e feminicídio.
Na área de segurança pública, prometeu penas mais rigorosas para crimes violentos contra mulheres e crianças. "Vou ser radical na segurança pública. As mulheres serão finalmente protegidas no governo Bolsonaro. Não será apenas um pedaço de papel que vai protegê-las", afirmou, em referência às medidas protetivas previstas na legislação.
Entre as propostas apresentadas, Flávio defendeu penas de até 40 anos para assassinos e agressores de mulheres, a adoção da castração química para condenados por violência sexual contra mulheres e crianças e a criação de mais de 500 mil vagas no sistema prisional.
O senador também voltou a afirmar que sua família é alvo de perseguição política e citou a recente operação de busca e apreensão realizada na residência de Jair Bolsonaro, encerrada sem a localização de armas.
Na área social, prometeu criar um programa de vouchers para mães que não conseguirem vagas em creches públicas. Segundo ele, o benefício permitiria custear vagas em creches privadas ou comunitárias, possibilitando que as mulheres trabalhem ou empreendam enquanto os filhos permanecem em um ambiente próximo de suas casas.