A crise entre Estados Unidos e Venezuela atingiu um dos níveis mais graves das últimas décadas. O envio de navios de guerra norte-americanos ao Caribe, sob o argumento oficial de combater o narcotráfico, é visto por analistas como uma demonstração clara de força contra o regime de Nicolás Maduro. Em Caracas, cresce o temor de que um ataque militar americano possa ocorrer a qualquer momento.
A pressão de Washington
O governo norte-americano posicionou destruidores de mísseis guiados, aeronaves de vigilância e milhares de militares próximos às águas venezuelanas. A operação, que já está em andamento, coloca a Venezuela sob constante monitoramento militar. Para críticos do regime chavista, trata-se de um recado direto: Maduro está na mira da Casa Branca.
A resposta desesperada de Maduro
Em reação, Nicolás Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos, prometendo armá-los com fuzis e até mísseis. O ditador ainda ordenou o reforço naval e aéreo nas costas venezuelanas e apelou à ONU, denunciando os EUA por “ameaça à soberania”.
Por trás da retórica de bravura, contudo, o gesto revela medo e fragilidade. Especialistas lembram que, em termos de poder bélico, a Venezuela não teria como resistir a uma ofensiva direta norte-americana.
Clima de guerra
O clima no Caribe é de tensão máxima. Enquanto os EUA exibem superioridade tecnológica e militar, Maduro aposta em propaganda nacionalista e em milícias populares para tentar demonstrar força. Mas, nos bastidores, cresce a preocupação: um ataque cirúrgico dos EUA pode ser deflagrado a qualquer momento, seja contra alvos estratégicos, seja como forma de pressionar definitivamente pela queda do regime chavista.
Conclusão
A Venezuela vive dias de incerteza. Maduro sabe que não tem condições de enfrentar o poderio norte-americano, mas tenta ganhar tempo e apoio internacional. O mundo observa apreensivo: qualquer movimento em falso pode acender o estopim de um conflito que mudaria o equilíbrio político na América Latina.