Mais um escândalo vem à tona envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e seus aliados de ocasião. Documentos e mensagens revelam que o deputado federal Nereu Crispim (PSD-RS) atuava como verdadeiro informante de um “gabinete paralelo” montado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com as mensagens divulgadas, Crispim repassava conteúdos de redes sociais ao assessor direto de Moraes, Airton Vieira, que imediatamente levava o material ao ministro. Vídeos, postagens e até memes que circulavam na internet eram tratados como “ameaças à democracia” e entregues ao STF por esse canal obscuro e vergonhoso.
O que chama atenção é a disposição de Crispim em agir como delator informal de cidadãos comuns, algo incompatível com o papel de um deputado federal eleito para representar o povo. Na prática, ele assumiu o papel de “censor terceirizado”, colaborando com um sistema de perseguição política e manipulação da informação.
Alexandre de Moraes, que se apresenta como guardião da Constituição, utilizava esse esquema para justificar medidas autoritárias, bloqueios de contas e perseguição a opositores. E Nereu Crispim, longe de agir como fiscal do Executivo ou defensor da sociedade, colocou-se como um subalterno de luxo, prestando contas ao ministro e servindo de correia de transmissão de um projeto de poder.
Trata-se de mais uma prova de que o STF e setores do Congresso se uniram em um conluio contra a liberdade de expressão, usando pretextos frágeis para sufocar o debate político no Brasil.
Crispim, que já coleciona polêmicas e contradições em sua trajetória, confirma agora sua imagem de mentiroso contumaz e oportunista quanto mais. Em vez de se colocar ao lado da população, preferiu bajular o poder, tentando ganhar relevância às custas da censura.
O episódio revela o autoritarismo de Moraes e a subserviência de Crispim, um casamento de conveniência que nada tem de democrático. Enquanto o Brasil clama por liberdade e respeito às instituições, vemos um STF transformado em central de censura e um deputado disposto a agir como informante barato para agradar os donos do poder.
Uma farsa que precisa ser denunciada e jamais esquecida.