Nereu Crispim: o “dedo-duro” de Moraes e a farsa democrática

    29/08/2025 19h16 - Atualizado há 9 horas

    Mais um escândalo vem à tona envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e seus aliados de ocasião. Documentos e mensagens revelam que o deputado federal Nereu Crispim (PSD-RS) atuava como verdadeiro informante de um “gabinete paralelo” montado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

    O “dedo-duro” de Moraes

    De acordo com as mensagens divulgadas, Crispim repassava conteúdos de redes sociais ao assessor direto de Moraes, Airton Vieira, que imediatamente levava o material ao ministro. Vídeos, postagens e até memes que circulavam na internet eram tratados como “ameaças à democracia” e entregues ao STF por esse canal obscuro e vergonhoso.

    O que chama atenção é a disposição de Crispim em agir como delator informal de cidadãos comuns, algo incompatível com o papel de um deputado federal eleito para representar o povo. Na prática, ele assumiu o papel de “censor terceirizado”, colaborando com um sistema de perseguição política e manipulação da informação.

    A farsa democrática

    Alexandre de Moraes, que se apresenta como guardião da Constituição, utilizava esse esquema para justificar medidas autoritárias, bloqueios de contas e perseguição a opositores. E Nereu Crispim, longe de agir como fiscal do Executivo ou defensor da sociedade, colocou-se como um subalterno de luxo, prestando contas ao ministro e servindo de correia de transmissão de um projeto de poder.

    Trata-se de mais uma prova de que o STF e setores do Congresso se uniram em um conluio contra a liberdade de expressão, usando pretextos frágeis para sufocar o debate político no Brasil.

    O deputado “quanto mais”

    Crispim, que já coleciona polêmicas e contradições em sua trajetória, confirma agora sua imagem de mentiroso contumaz e oportunista quanto mais. Em vez de se colocar ao lado da população, preferiu bajular o poder, tentando ganhar relevância às custas da censura.

    Conclusão

    O episódio revela o autoritarismo de Moraes e a subserviência de Crispim, um casamento de conveniência que nada tem de democrático. Enquanto o Brasil clama por liberdade e respeito às instituições, vemos um STF transformado em central de censura e um deputado disposto a agir como informante barato para agradar os donos do poder.

    Uma farsa que precisa ser denunciada e jamais esquecida.


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