PESQUISA: Flávio Bolsonaro supera Lula no 2º turno e demonstra maior força nos confrontos diretos

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual disputa de segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa do Instituto Veritá divulgada nesta sexta-feira (21).

No confronto direto, Flávio registra 47,3% das intenções de voto, contra 42% de Lula — vantagem de 5,3 pontos percentuais. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, o resultado coloca o senador numericamente à frente também no limite máximo da margem combinada.

Brancos e nulos representam 6,1%, enquanto 4,6% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

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O levantamento revela um cenário eleitoral polarizado, mas também demonstra diferenças importantes no desempenho individual de cada candidato. Flávio é o único nome testado que supera Lula fora da margem de erro e, ao mesmo tempo, vence com ampla vantagem todos os demais adversários nos confrontos de segundo turno.

Flávio Bolsonaro: liderança consolidada nos confrontos diretos

Flávio Bolsonaro apresenta o desempenho mais consistente da pesquisa. Além de vencer Lula por 47,3% a 42%, o senador supera com larga vantagem Pablo Marçal, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos.

Os resultados indicam que Flávio não depende exclusivamente da rejeição a Lula. Ele também demonstra capacidade de concentrar o eleitorado de direita e de ocupar uma posição dominante dentro do campo conservador.

Contra adversários desse mesmo espectro político, seus índices permanecem próximos de 46%, enquanto os concorrentes ficam abaixo dos 10%. Isso sugere um eleitorado mais consolidado e um grau de reconhecimento nacional muito superior ao dos demais nomes da oposição.

Lula: competitivo, mas com dificuldades para ampliar seu eleitorado

Lula continua eleitoralmente competitivo, especialmente por manter resultados próximos de 40% em praticamente todos os cenários testados. Entretanto, a pesquisa também expõe uma dificuldade: o petista parece encontrar resistência para avançar além desse patamar.

Contra Flávio Bolsonaro, Lula soma 42%, mas perde por 5,3 pontos. Diante de Pablo Marçal, registra 42,7% e aparece em empate técnico. Já contra candidatos menos conhecidos nacionalmente, como Zema, Caiado e Renan Santos, vence com relativa facilidade.

O desempenho revela que Lula preserva uma base fiel e organizada, mas encontra maior dificuldade quando enfrenta um adversário com forte identificação política, elevada exposição nacional e capacidade de unificar o voto contrário ao PT.

Pablo Marçal: competitividade contra Lula, fragilidade diante de Flávio

No confronto contra Lula, Pablo Marçal (PRTB) alcança 43,6%, enquanto o petista registra 42,7%. A diferença de apenas 0,9 ponto percentual configura empate técnico dentro da margem de erro.

O resultado mostra que Marçal consegue mobilizar parte relevante do eleitorado contrário a Lula. Contudo, seu desempenho muda radicalmente quando o adversário é Flávio Bolsonaro.

Nesse cenário, Flávio alcança 44,7%, enquanto Marçal fica com apenas 9%. Brancos e nulos somam 19,4%, e 26,9% não sabem ou não responderam.

A comparação sugere que parte expressiva do eleitorado que escolheria Marçal contra Lula migraria para Flávio em uma disputa interna do campo conservador. Portanto, Marçal demonstra força como candidato de oposição ao petismo, mas ainda não aparece como alternativa capaz de superar o capital político associado ao bolsonarismo.

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Romeu Zema: desempenho limitado e alto número de indecisos

Contra Lula, Romeu Zema (Novo) registra 25%, enquanto o petista soma 41,2%. Brancos e nulos representam 8,5%, e 25,3% não sabem ou não responderam.

O elevado percentual de indecisos indica que Zema ainda enfrenta dificuldades de reconhecimento e consolidação nacional. Embora tenha experiência administrativa e identificação com setores liberais e conservadores, essa imagem ainda não se converteu em intenção de voto suficiente para equilibrar a disputa.

O cenário fica ainda mais desfavorável contra Flávio Bolsonaro: o senador alcança 46,5%, enquanto Zema registra somente 6,8%. Outros 20,4% votariam em branco ou nulo, e 26,2% permanecem indecisos.

Os números demonstram que Zema tem espaço reduzido quando concorre diretamente pelo eleitorado de direita com um integrante da família Bolsonaro.

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Ronaldo Caiado: experiência política ainda não convertida em força nacional

Ronaldo Caiado (PSD) alcança 23,7% contra Lula, que registra 40,4%. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 26,9% não sabem ou não responderam.

Assim como ocorre com Zema, o alto índice de indecisão revela dificuldade de nacionalização da candidatura. Caiado possui trajetória política extensa e identificação com o agronegócio e pautas de segurança pública, mas ainda não consegue transformar essas credenciais em apoio eleitoral competitivo em todo o país.

Contra Flávio Bolsonaro, a diferença é ainda maior: Flávio registra 46,5%, enquanto Caiado aparece com 8,9%. Brancos e nulos chegam a 18%, e 26,5% não souberam responder.

O levantamento indica que Caiado enfrenta uma dupla dificuldade: precisa ampliar seu conhecimento nacional e, ao mesmo tempo, disputar espaço com um nome que já concentra grande parte do eleitorado conservador.

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Renan Santos: baixa competitividade e desconhecimento elevado

Renan Santos (Missão) apresenta o desempenho mais baixo entre os principais nomes avaliados nos cenários contra Lula.

O petista registra 40,5%, enquanto Renan alcança 16,2%. Brancos e nulos somam 14,1%, e 29,2% não sabem ou não responderam.

Contra Flávio Bolsonaro, Renan cai para 8,1%, enquanto o senador mantém 46,4%. Outros 17,1% votariam em branco ou nulo, e 28,3% permanecem indecisos.

Os números refletem o baixo grau de conhecimento nacional do candidato e a dificuldade de se apresentar como alternativa viável diante de políticos com maior estrutura, exposição e identificação eleitoral.

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Flávio também domina os confrontos dentro da direita

Nos cenários em que enfrenta outros candidatos de direita ou centro-direita, Flávio Bolsonaro mantém índices entre 44,7% e 46,5%:

  • Contra Pablo Marçal: Flávio 44,7% x 9% Marçal;
  • Contra Romeu Zema: Flávio 46,5% x 6,8% Zema;
  • Contra Ronaldo Caiado: Flávio 46,5% x 8,9% Caiado;
  • Contra Renan Santos: Flávio 46,4% x 8,1% Renan.

A diferença expressiva demonstra que, no retrato apresentado pelo Veritá, Flávio não apenas disputa a liderança nacional com Lula, mas também ocupa posição amplamente dominante entre os nomes da oposição testados.

Os altos percentuais de brancos, nulos e indecisos nesses confrontos indicam que parte do eleitorado dos candidatos derrotados não migraria automaticamente para Flávio. Ainda assim, nenhum dos adversários demonstra, neste momento, força suficiente para ameaçar sua liderança dentro desse campo político.

Primeiro turno: empate técnico entre Lula e Flávio

Na simulação de primeiro turno, Lula aparece numericamente na liderança, com 39,3%, seguido muito de perto por Flávio Bolsonaro, com 39,1%.

A diferença é de apenas 0,2 ponto percentual, caracterizando empate técnico absoluto. Os dois candidatos, juntos, concentram 78,4% das intenções de voto, evidenciando um quadro fortemente polarizado.

Na sequência aparecem:

  • Pablo Marçal: 5,2%;
  • Renan Santos: 3,8%;
  • Ronaldo Caiado: 3,3%;
  • Augusto Cury: 2,2%;
  • Romeu Zema: 1,3%;
  • Clariana Barão: 0,8%;
  • Samara Martins: 0,4%;
  • Hertz Dias: 0,4%;
  • Edmilson Costa: 0,1%;
  • Rui Costa Pimenta: 0,1%.

Brancos e nulos representam 1,8%, enquanto 2,4% não sabem ou não responderam.

A simulação mostra que as demais candidaturas, até o momento, encontram pouco espaço entre Lula e Flávio. Marçal aparece em terceiro, mas distante dos dois líderes. Caiado, Zema e Renan Santos também não conseguem romper a polarização.

O que a pesquisa revela

O levantamento do Instituto Veritá apresenta três conclusões centrais.

A primeira é que Lula e Flávio Bolsonaro concentram a disputa presidencial. No primeiro turno, estão tecnicamente empatados e muito distantes dos demais candidatos.

A segunda é que Flávio demonstra maior capacidade de crescimento no segundo turno. Enquanto Lula mantém índices próximos de 40%, o senador chega a 47,3% no confronto direto e abre vantagem superior à margem de erro.

A terceira é que Flávio aparece, neste levantamento, como o principal nome da direita. Marçal consegue competir contra Lula, mas perde grande parte de seu apoio quando enfrenta o senador. Zema, Caiado e Renan Santos, por sua vez, ainda apresentam índices baixos e elevados percentuais de eleitores indecisos.

Trata-se de um retrato do momento, e não de uma previsão definitiva do resultado eleitoral. Até a votação, fatores como alianças partidárias, escolha dos candidatos a vice, tempo de propaganda, desempenho econômico, rejeição, debates e acontecimentos políticos poderão alterar significativamente o cenário.

Ainda assim, os números do Veritá acendem um sinal de alerta para o PT: Lula permanece competitivo, mas já não aparece como favorito isolado. Flávio Bolsonaro não apenas o ultrapassa no confronto direto como também demonstra, entre os nomes testados, a maior capacidade de concentrar o eleitorado oposicionista.

Metodologia

O Instituto Veritá entrevistou 3.840 eleitores de todas as regiões do país entre os dias 16 e 20 de agosto.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi financiado pelo próprio instituto e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04006/2026.