Lula entrou de cabeça na articulação para cassar o mandato do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está autoexilado nos Estados Unidos negociando sanções contra autoridades brasileiras.
Lula já havia determinado a seus ministros mais próximos, como Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), e a lideranças de seu partido, o PT, que atuassem no Legislativo e no Judiciário pela cassação de Eduardo.
Líder do PT na Câmara e namorado de Gleisi, o deputado Lindbergh Farias (RJ), por exemplo, ingressou com diversos processos para cassar Eduardo tanto no próprio Legislativo quanto no STF.
Na sexta-feira (29/8), porém, Lula revelou ter entrado pessoalmente na ofensiva. O petista contou que conversou sobre o assunto com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com “vários deputados”.
“Ele não pode exercer o mandato dele (fora do Brasil). Eu já falei com o presidente Hugo Motta, já falei com vários deputados, de que é extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro, porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história desse país. Aliás, um dos maiores traidores da pátria do mundo”, disse Lula em entrevista à Rádio Itatiaia.
Segundo aliados, Lula vê a cassação de Eduardo como uma “questão de honra” - como se ele tivesse. O petista considera o filho 03 de Jair Bolsonaro como principal responsável pelo tarifaço imposto pelo governo Trump ao Brasil.