Soraya Thronicke sugere investigação contra advogados e acende alerta sobre perseguição a prerrogativas essenciais

    13/11/2025 17h46 - Atualizado há 3 semanas

    A senadora Soraya Thronicke voltou a se envolver em mais uma polêmica que ameaça diretamente garantias fundamentais da Constituição brasileira. Em manifestação pública, a parlamentar sugeriu que advogados — profissionais essenciais à administração da Justiça e protegidos pelo artigo 133 da Constituição Federal — sejam investigados simplesmente por exercerem sua função.

    A proposta, vista como um ataque frontal às prerrogativas da advocacia, repercutiu de forma imediata entre juristas, entidades de classe e cidadãos atentos ao risco crescente de abuso institucional. Para muitos, trata-se de mais um episódio que revela a postura autoritária e errática de Thronicke, que parece disposta a usar o aparato estatal como instrumento de intimidação política.

    Juristas destacam que a sugestão da senadora viola princípios basilares do Estado de Direito. Advogados não podem ser perseguidos, investigados ou criminalizados por manifestações técnicas, mesmo quando firmes ou críticas — justamente porque sua atuação é indispensável para a defesa de garantias individuais e para o equilíbrio do sistema de Justiça.

    A reação foi ainda mais dura porque o episódio ocorre em um momento em que setores da sociedade denunciam abusos cometidos por autoridades de instâncias superiores. Para observadores, a fala de Soraya Thronicke parece alinhar-se ao movimento de sufocamento das vozes que atuam na defesa dos direitos fundamentais, criando um ambiente de intimidação.

    Apesar de já acumular desgaste por posicionamentos controversos e rupturas políticas, Thronicke volta a figurar no centro de uma crise de credibilidade ao sugerir um tipo de perseguição institucionalizada contra uma classe que historicamente está na linha de frente da defesa da sociedade contra excessos do poder público.

    O episódio acende um alerta grave: quando autoridades passam a defender investigações contra advogados por sua atuação profissional, não estamos diante de um debate político — mas sim de um ataque direto ao coração do Estado Democrático de Direito. A advocacia reage. A sociedade observa. E a história, mais uma vez, registrará quem permaneceu ao lado das liberdades e quem escolheu atacar seus guardiões.


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