O senador Esperidião Amin (PP-SC) participou, nesta segunda-feira (17), da solenidade de posse da nova diretoria da Associação Empresarial de Brusque (Acibr). Durante o evento, o parlamentar comentou a possibilidade de disputar novamente o Senado em 2026, para renovar seu mandato por mais oito anos, e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Atualmente, o cenário eleitoral catarinense registra um impasse pela definição das duas vagas ao Senado dentro do grupo do PL. De um lado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manifestou preferência pela candidatura do filho, Carlos Bolsonaro (PL-RJ). De outro, o governador Jorginho Mello (PL) articula apoio à reeleição de Amin dentro de uma coligação mais ampla. A configuração exclui, ao menos por ora, a deputada federal Carolina de Toni (PL-SC), o que tem provocado tensão entre as lideranças conservadoras do Estado.
Amin afirma que a decisão final sobre disputar novamente a Casa Alta depende de três fatores:
Condições pessoais de saúde;
Apoio formal do PP e da federação União Progressista (União Brasil e PP);
Definição de um único nome da direita para a disputa presidencial de 2026.
“Gostaríamos que o candidato fosse Jair Bolsonaro. Mas, pelo efeito das decisões do STF, isso está se tornando inviável. Precisamos ter juízo para apresentar uma candidatura única à Presidência. A dispersão significará desunião. Meu projeto político não é mais importante do que isso”, afirmou o senador.
Durante a cerimônia da Acibr, o secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Santa Catarina, Jerry Comper (MDB), elogiou Amin, destacando que o senador “orgulha o catarinense pelo trabalho que faz em Brasília”.
Em entrevista, Amin voltou a criticar o governo Lula. Ele aponta problemas na condução da economia, no avanço da criminalidade e na situação financeira das estatais. Para o senador, a gestão federal demonstra um “vício arrecadatório” e pouca responsabilidade fiscal.
“O Brasil não suporta mais um governo que só pensa em arrecadar. Dá um mau exemplo com nossas estatais, que dão prejuízo. O governo arrecada mais para gastar mais. E a segurança pública chegou a um estágio de mau exemplo para o mundo”, declarou.
*Com informações O Município