ESQUEMA NO BANCO MASTER EXPÕE SILÊNCIO DE NOTÁVEIS E LEVANTA PERGUNTAS SOBRE LEWANDOWSKI

    19/11/2025 19h05 - Atualizado há 3 semanas

    A prisão do dono ladrão e estelionatário do Banco Master, Daniel Vorcaro — detido pela Polícia Federal quando tentava fugir do país — escancara mais uma vez o ambiente promíscuo entre grandes esquemas financeiros e figuras de peso da República. Mas a pergunta que não quer calar é: e o Lewandowski, que levou vantagens dentro do banco, não vai ser investigado?

    Ricardo Lewandowski deixou o STF em agosto de 2023 e, pouco depois, foi acomodado no chamado comitê consultivo estratégico do Banco Master. Lá permaneceu até abril de 2024, quando assumiu o Ministério da Justiça e da Segurança Pública — justamente a pasta que comanda a Polícia Federal, responsável por prender Vorcaro.

    Durante sua passagem no comitê, Lewandowski foi assessorado pelo filho, Enrique Lewandowski. Mais tarde, o cargo foi ocupado por Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes — outra coincidência conveniente demais para passar despercebida.

    A vaga deixada por Lewandowski pai foi preenchida por Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central de Lula e ex-ministro da Fazenda de Temer, que agora também se sabe ter sido contratado como consultor por Vorcaro. O comitê tinha ainda nomes de peso como Guido Mantega (ex-ministro da Fazenda) e Gustavo Loyola (ex-presidente do BC), além de Fernando Henrique Cardoso.

    É difícil compreender como um esquema de fraude dessa magnitude passou ileso nas barbas de tantos “notáveis”. Mais difícil ainda é entender como todos continuaram recebendo gordos jetons mesmo depois das primeiras denúncias públicas sobre inconsistências gritantes no balanço do banco.

    Ninguém viu nada? Ninguém questionou nada? Para que servia, afinal, esse comitê “estratégico”? Havia atas? Havia reuniões reais ou apenas uma vitrine para justificar pagamentos generosos?

    E, principalmente: a Polícia Federal vai mesmo se contentar em prender apenas o dono estelionatário? Ou terá coragem de investigar quem se beneficiou politicamente, financeiramente e institucionalmente desse esquema enquanto ocupava posições estratégicas — inclusive no próprio governo?

    A sociedade merece respostas. E não apenas mais uma cortina de fumaça.


    Notícias Relacionadas »
    Comentários »
    Comentar

    *Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://bnbrasil.com.br/.
    BN Brasil Publicidade 1200x90