Lula bateu martelo e fechou o protetor de petistas para Supremo.
A escolha de Jorge Messias para o STF não surpreende — ela confirma, com todas as letras, que Lula e o PT transformaram uma vaga vitalícia na mais alta Corte em moeda de lealdade partidária.
Messias não chega ao Supremo pela reputação irrepreensível que a cadeira exige. Chega pela utilidade política.
Chega pela fidelidade ao grupo que hoje governa.
Chega porque sempre foi parte do braço jurídico do petismo.
Sua trajetória recente é marcada por controvérsias, episódios nebulosos e denúncias que agora voltam ao centro do noticiário, especialmente a que envolve suposta atuação interna na AGU que teria beneficiado investigados por fraudes no INSS — justamente o tipo de escândalo que deveria afastar um nome, e não elevá-lo ao posto máximo da magistratura constitucional.
A mensagem é clara:
o PT não quer juristas acima de qualquer suspeita; quer aliados.
Não quer guardiões da Constituição; quer fiéis ao projeto de poder.
Com Messias no STF, o Brasil se aproxima ainda mais de um Judiciário politizado, fragmentado, desconfiado pela população e contaminado pelo uso estratégico de cadeiras vitais para blindar governos e perseguir adversários.
A Constituição exige “notável saber jurídico” e “reputação ilibada”. O governo entrega, no entanto, polêmica, desconfiança e conveniência partidária.
A democracia perde.
A independência entre os poderes perde.
O Brasil perde.