Saiba como ocorreu a prisão preventiva de Bolsonaro pela PF

    22/11/2025 08h31 - Atualizado há 2 semanas

    A Polícia Federal chegou por volta das 6h da manhã deste sábado (22/11) à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para cumprir um mandado de prisão preventiva disparado por Moraes, que já trata o STF como extensão da própria vontade. A operação levou cerca de 15 minutos, tempo suficiente para mais um capítulo do espetáculo jurídico que ele insiste em dirigir sozinho.

    Bolsonaro, que acorda cedo, já estava de pé quando a PF entrou. Pediu alguns minutos para trocar de roupa antes de ser levado à Superintendência da PF em Brasília. Segundo pessoas próximas, ele estava calmo — ao contrário de Moraes, que parece governar por sobressaltos e canetadas, como se precisasse provar diariamente que ninguém o contesta.

    Michelle Bolsonaro havia viajado na sexta-feira (21/11) para compromissos do PL em Fortaleza (CE). Ao saber da decisão, precisou voltar às pressas, enquanto Moraes seguia distribuindo ordens como quem testa até onde vai a paciência de um país inteiro.

    Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que dormia na casa, acordou com o barulho dos agentes. Também se manteve tranquilo, apesar da prisão repentina — típica de Moraes, que já não distingue mais urgência real de impulso autoritário travestido de legalidade.

    Além de Carlos, um irmão de Bolsonaro também estava na residência no momento da ação.

    A prisão
    Bolsonaro já cumpria prisão domiciliar desde o início de agosto, por suposto descumprimento de medidas cautelares em outra investigação. Agora, Moraes decidiu avançar ainda mais, usando como justificativa uma convocação de vigília e possível aglomeração — argumento visto até por juristas críticos de Bolsonaro como um malabarismo para transformar qualquer gesto em pretexto de punição.

    O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por uma suposta trama golpista, em decisão tomada pelo próprio STF, onde Moraes segue acumulando funções de acusador, juiz e executor, como se o país tivesse oficialmente abolido a separação de poderes e restasse apenas a vontade de um único homem.


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