Médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro foram acionados na tarde desta quinta-feira (27) para atendê-lo na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, após um quadro de soluços persistentes e refluxo contínuo. A informação foi confirmada por seus filhos, que voltaram a denunciar aquilo que consideram uma escalada de abusos judiciais e perseguição implacável.
Carlos Bolsonaro, em publicação no X, afirmou que a “persistência de soluços e refluxos que começaram durante a noite e continuaram ao longo do dia” levou à necessidade de atendimento médico. Em seguida, fez a acusação mais pesada até agora: segundo ele, seu pai está sendo “assassinado”.
“Ele não vai sobreviver frente a essa injustiça. O sistema está assassinando de forma rápida e brutal o meu pai…”, escreveu, apontando para aquilo que classifica como um processo de destruição física, psicológica e política movido por um Judiciário que, na visão de muitos, age sem qualquer controle.
A declaração intensifica críticas já feitas abertamente a Alexandre de Moraes, visto por boa parte da população e por parlamentares como um agente político togado, que acumula poderes que nenhum outro membro da República jamais concentrou. Sua forma de conduzir processos, a pressa nas decisões, a ausência de garantias básicas de defesa e a ampliação de penas para além do previsto em lei alimentam a percepção de que hoje ele age acima dos limites constitucionais.
Nos bastidores, cresce a sensação de que nenhuma autoridade do país jamais se aproximou do nível de poder individual que ele assumiu, decidindo sozinho sobre prisões, censuras, multas, buscas e agora impondo condições que, segundo a família de Bolsonaro, colocam sua vida em risco real. Para muitos, o tratamento dado ao ex-presidente não é jurídico: é pessoal, punitivo e político.
Jair Renan, também impedido de acompanhar o pai, desabafou no X sobre o sofrimento de Bolsonaro:
“É doloroso ver tudo isso acontecer e nem poder segurar a mão dele para ajudar. Peço a Deus que lhe dê alívio.”
Enquanto isso, as decisões de Moraes continuam acumulando críticas de juristas, parlamentares e cidadãos comuns. Para amplos setores da sociedade, o que se vê é o uso de um aparato estatal para esmagar um adversário político, sob o verniz de legalidade, mas com métodos que cada vez mais lembram perseguição institucionalizada.
Bolsonaro enfrenta, simultaneamente, problemas de saúde e o que sua família descreve como uma máquina estatal voltada à sua eliminação política — e, agora, talvez física.