Moraes volta a mirar Nikolas enquanto Globo e aliados fabricam narrativa absurda sobre “fuga de Bolsonaro”

    27/11/2025 21h13 - Atualizado há 1 semana

    A investida mais recente contra Nikolas Ferreira mostra, de forma escancarada, a engrenagem política que hoje opera sob o comando absoluto de Moraes — sem lei, sem limites e sem qualquer compromisso com coerência. A ordem para que Nikolas “explique” o conteúdo de seu próprio celular é mais um capítulo do sistema onde o alvo é escolhido antes, e a acusação é inventada depois.

    Mas o caso ganhou contornos ainda mais grotescos com dois movimentos paralelos:

    1. a Rede Globo, novamente, atuando como braço midiático acusatório, divulgando trechos seletivos e interpretações enviesadas destinadas a sustentar a narrativa desejada;

    2. e a deputada Erika Hilton apresentando uma notícia-crime delirante, afirmando que Nikolas teria “colaborado para a fuga de Bolsonaro”, como se o país estivesse diante de um roteiro mal escrito.

    A engrenagem: Moraes decide, Globo legitima, aliados ecoam

    O roteiro já é conhecido:

    • Moraes toma uma decisão sem fundamentação clara;

    • a Globo corre para construir o enredo que justifique a decisão;

    • parlamentares alinhados ao governo tentam transformar versões fantásticas em “crime”.

    A determinação para que Nikolas “explique seu próprio celular”, mesmo sem acusação formal específica, é um exemplo perfeito desse processo. É a inversão total da lógica jurídica: o investigado deve provar que não cometeu o crime que ninguém definiu.

    O papel da Globo: transformar insinuações em “fato”

    A emissora, como já fez inúmeras vezes, assume a função de promotoria eletrônica:

    • divulga vazamentos seletivos;

    • constroi manchetes sugerindo culpa antes de existir crime;

    • especializa-se em produzir climas de suspeição para justificar medidas autoritárias.

    A Globo não noticia: antecipa, insinua e pavimenta o caminho para decisões que já vêm prontas.

    No caso Nikolas, a emissora tratou deduções especulativas como se fossem elementos probatórios, empurrando a opinião pública para um julgamento pré-pronto.

    A denúncia de Erika Hilton: a síntese da ausência de limites

    A notícia-crime apresentada por Erika Hilton — de que Nikolas teria “colaborado para a fuga de Bolsonaro” — beira o inacreditável. Não há fato, não há ato, não há materialidade.
    Há apenas narrativa.

    Trata-se de uma tentativa explícita de:

    • criminalizar relações políticas;

    • transformar conversa em conspiração;

    • e alimentar o ambiente de perseguição institucional que se instalou no país.

    O modelo de poder absoluto

    Moraes não é tratado como ministro — e não se comporta como tal.
    Age como instância única, soberana e inquestionável.

    • não espera processo;

    • ignora contradições;

    • dispensa provas;

    • cria obrigações inexistentes;

    • estende punições à sua vontade;

    • e converte decisões monocráticas em doutrina de fato.

    É um poder sem parede, sem teto e sem freio.

    Nikolas é apenas o pretexto

    A mira não é contra o deputado em si, mas contra tudo que ele representa:

    • oposição política real;

    • discurso não alinhado;

    • capacidade de mobilização popular;

    • influência que incomoda setores que preferem o país controlado de cima.

    O caso do celular é só mais um instrumento para tentar desgastar, constranger e intimidar.


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