Após prisão de Bolsonaro, Michelle indica topar ser vice de Tarcísio

    01/12/2025 06h49 - Atualizado há 3 meses

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) passou a indicar a aliados que aceita disputar a Vice-Presidência da República em 2026, em uma chapa liderada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Segundo pessoas próximas ao clã Bolsonaro, Michelle manifestou essa disposição em conversas nos últimos dias, após o ex-presidente Jair Bolsonaro passar a cumprir, em regime fechado, a pena imposta no chamado inquérito do golpe.

    A avaliação interna no grupo bolsonarista é de que a presença de um membro da família na chapa presidencial seria estratégica para preservar a influência do núcleo político de Jair Bolsonaro. O temor é que, caso eleito, Tarcísio ganhe projeção própria e deixe o legado do ex-presidente em segundo plano.

    Apesar disso, Michelle tem reiterado, em diálogos reservados, que confia e respeita Tarcísio, e que não acredita que o governador de São Paulo venha a trair Jair Bolsonaro — percepção compartilhada por seus aliados mais próximos.

    Plano original: Senado pelo DF

    Inicialmente, Michelle planejava disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal em 2026, onde é considerada forte candidata. Chegou, inclusive, a cogitar a inclusão de um de seus irmãos como suplente.

    Entretanto, de acordo com pessoas próximas, a ex-primeira-dama afirmou que estaria disposta a abrir mão da candidatura ao Senado — mesmo com grandes chances de vitória — caso seja necessário para compor a chapa presidencial com Tarcísio.

    Flávio Bolsonaro também no radar

    Outra possibilidade discutida na família seria a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. O filho mais velho do ex-presidente sinalizou a interlocutores que aceitaria renunciar à tentativa de reeleição ao Senado para disputar o Planalto.

    Mesmo assim, aliados admitem que o nome de Flávio enfrentaria maior resistência entre partidos do Centrão e setores do Judiciário. A percepção é de que uma aliança mais ampla seria mais viável com Tarcísio de Freitas liderando a chapa.


    Notícias Relacionadas »
    Comentários »
    Comentar

    *Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://bnbrasil.com.br/.