PESQUISA - Flávio avança, Lula empaca - Veja cenários

    17/12/2025 07h28 - Atualizado há 2 meses

    A pesquisa Quaest divulgada nesta terça (16) animou o entorno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Sem campanha, sem estrutura e apenas impulsionado pela notícia de que é o nome preferido do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio saltou do 4º para o 2º lugar em poucos dias.

    Num eventual segundo turno contra Lula, teria 36% — apenas dez pontos a menos que o petista.
    O problema de Lula é simples: a eleição não é hoje.

    Dupla rejeição

    A rejeição a Flávio ainda é alta e soma dois grupos distintos: eleitores de esquerda e conservadores que hoje preferem Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou Ratinho Júnior (PSD).

    Tarcísio fora do jogo

    A queda de Tarcísio na Quaest chamou atenção. O recado é claro: sua reeleição em São Paulo passa a ser prioridade e praticamente certa.

    Eleitor digere rápido

    Outro dado revelador: o eleitor conservador começa a digerir rapidamente o nome de Flávio, deslocando preferências antes concentradas em Michelle Bolsonaro ou no próprio Tarcísio.

    Missão de Flávio

    Dois desafios estão postos: provar que tem ideias próprias — e não apenas o sobrenome — e reduzir a rejeição, possivelmente se aproximando politicamente de Tarcísio.

     

    Lula travado

    Mesmo após prender adversários, intimidar opositores e flertar com métodos do amigo Nicolás Maduro, Lula empacou. Os mesmos 48% — inflados — da Quaest.

    Frase do dia

    “Lula empobrece o povo e pune quem trabalha e produz.”
    Júlia Zanatta (PL-SC)

    Comparação cruel

    Flávio Bolsonaro está hoje melhor do que o pai no mesmo momento pré-eleitoral. Em 2017, Lula tinha 37%, estava condenado e inelegível; Bolsonaro aparecia com apenas 18%.

     

    📋Esta é a primeira pesquisa realizada sem o nome de Jair Bolsonaro desde que o ex-presidente indicou o filho senador como candidato à presidência em 2026. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.


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