A pesquisa Quaest divulgada nesta terça (16) animou o entorno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Sem campanha, sem estrutura e apenas impulsionado pela notícia de que é o nome preferido do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio saltou do 4º para o 2º lugar em poucos dias.
Num eventual segundo turno contra Lula, teria 36% — apenas dez pontos a menos que o petista.
O problema de Lula é simples: a eleição não é hoje.
A rejeição a Flávio ainda é alta e soma dois grupos distintos: eleitores de esquerda e conservadores que hoje preferem Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou Ratinho Júnior (PSD).
A queda de Tarcísio na Quaest chamou atenção. O recado é claro: sua reeleição em São Paulo passa a ser prioridade e praticamente certa.
Outro dado revelador: o eleitor conservador começa a digerir rapidamente o nome de Flávio, deslocando preferências antes concentradas em Michelle Bolsonaro ou no próprio Tarcísio.
Dois desafios estão postos: provar que tem ideias próprias — e não apenas o sobrenome — e reduzir a rejeição, possivelmente se aproximando politicamente de Tarcísio.
Mesmo após prender adversários, intimidar opositores e flertar com métodos do amigo Nicolás Maduro, Lula empacou. Os mesmos 48% — inflados — da Quaest.
“Lula empobrece o povo e pune quem trabalha e produz.”
Júlia Zanatta (PL-SC)
Flávio Bolsonaro está hoje melhor do que o pai no mesmo momento pré-eleitoral. Em 2017, Lula tinha 37%, estava condenado e inelegível; Bolsonaro aparecia com apenas 18%.