Regime Petista barrou todas as convocações de alvos da PF na CPMI

    18/12/2025 19h14 - Atualizado há 2 meses

    Desde o primeiro momento, o regime lulo-petista atuou de forma coordenada para impedir que a verdade viesse à tona na CPMI do INSS. Primeiro, mandou sua base votar contra a criação da comissão, numa tentativa descarada de enterrar o assunto. Diante da pressão pública, mudou de tática: invadiu as vagas da CPMI, aparelhou a comissão e passou a sabotar sistematicamente os trabalhos, não para investigar, mas para blindar ladrões ligados ao regime.

    A estratégia é velha, cínica e conhecida: ocupar espaços, confundir narrativas, travar convocações, impedir quebras de sigilo e recorrer ao Supremo Tribunal Federal sempre que algum aliado corre risco de ser exposto. A CPMI do INSS virou palco de uma operação de encobrimento conduzida pela bancada esquerdista do regime, com apoio de partidos do Centrão alinhados ao Palácio do Planalto.

    Enquanto isso, Lula e seus porta-vozes espalham mentiras. Dizem que as fraudes começaram no governo Bolsonaro. Mentira. O que os dados mostram é que o esquema criminoso explode de forma bilionária a partir da eleição de Lula em 2022, exatamente quando o regime reassume o controle político e administrativo da máquina pública. A tentativa de reescrever a linha do tempo não passa de um expediente para fugir da responsabilidade.

    Outra falsidade repetida sem pudor é a de que Lula teria “mandado investigar” e “revelado o esquema à sociedade”. Mentira, de novo. O Brasil só tomou conhecimento do escândalo porque uma reportagem investigativa do Metrópoles expôs o esquema bilionário, forçando a reação das autoridades. Não fosse a imprensa, tudo seguiria abafado, como sempre acontece quando os interesses do regime estão em jogo.

    Na prática, o que se vê na CPMI é a atuação coordenada para impedir qualquer avanço real. A base governista do Lula trabalhou para barrar convocações e pedidos de quebra de sigilos telemático, fiscal e bancário de personagens centrais da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal.

    Foi assim com a convocação do ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo da Cunha Portal, exonerado no mesmo dia da operação. O requerimento foi derrotado por 16 votos a 14, com o apoio decisivo de partidos de esquerda e de legendas alinhadas ao Planalto. O mesmo placar serviu para rejeitar a quebra de sigilos da empresária Roberta Luchsinger, apontada como integrante do núcleo político do esquema e ligada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

    Também foi barrada, por 19 votos a 12, a convocação e a quebra de sigilos de Danielle Fonteneles, que, segundo a Polícia Federal, teria recebido mais de R$ 13 milhões provenientes do esquema criminoso. Sempre a mesma lógica: ninguém que se aproxime do núcleo político e financeiro do regime pode ser investigado.

    A articulação para o bloqueio dos requerimentos foi liderada por Paulo Pimenta, que tentou justificar o injustificável alegando que os pedidos estariam “fora do escopo” da CPMI. É a desculpa padrão de quem não quer investigar. Curiosamente, tudo que pode atingir adversários políticos entra no escopo; tudo que ameaça aliados do regime vira “excesso”.

    Não por acaso, a oposição já havia tentado convocar, sem sucesso, Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha, apontado pela PF como elo operacional do esquema. Mais uma tentativa enterrada pela maioria governista.

    O quadro se agrava quando surgem indícios que alcançam o entorno mais íntimo do poder. O irmão de Lula, Frei Chico, políticos do regime, empresários que financiaram o PT, emprestaram aviões, pagaram viagens, compraram fazendas milionárias — todos passam a ser tratados como intocáveis. Agora, o escândalo se aproxima até mesmo do filho do presidente, Lulinha, citado por investigado como favorecido em depósitos suspeitos, descritos em mensagens como “coloca lá na conta do filho do rapaz”.

    Diante disso, não há dúvida: o regime petista não quer investigação, quer blindagem. Usa a CPMI para sabotar a CPMI. Usa o STF como escudo político. Usa a mentira como método. E trata aposentados e pensionistas — vítimas diretas do esquema — como dano colateral de um projeto de poder que se sustenta na impunidade.

    A CPMI do INSS escancara, mais uma vez, o funcionamento real do regime lulo-petista: quando a corrupção aponta para dentro de casa, a ordem é uma só — abafar, mentir e proteger os seus.


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