PESQUISA: Eleições 2026 - Presidente em SC

Fonte: Neokemp

    28/12/2025 13h46 - Atualizado há 2 meses

    A pesquisa Neokemp, realizada em Santa Catarina entre os dias 22 e 23 de dezembro de 2025, traça um retrato claro do cenário presidencial no Estado e revela um dado central: o eleitor catarinense continua majoritariamente alinhado ao campo conservador, com ampla vantagem para nomes ligados à direita e ao bolsonarismo, enquanto a esquerda permanece competitiva, porém limitada por teto regional.

    Com 1.200 entrevistas, em 95 municípios, margem de erro de 2,8 pontos percentuais e metodologia URA, o levantamento testou dois cenários distintos para a eleição presidencial de 2026.


    Direita lidera nos dois cenários testados

    No Cenário 1, que simula uma disputa entre Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro e Lula, o governador paulista aparece na liderança em Santa Catarina, com 30,2% das intenções de voto. Na sequência, Flávio Bolsonaro soma 27,9%, enquanto Lula registra 26,3%.

    O dado mais relevante não é apenas a liderança de Tarcísio, mas a força conjunta do campo conservador, que, somado, supera com folga a esquerda no Estado. A fragmentação não enfraquece o bloco; ao contrário, amplia sua ocupação do eleitorado.

    Já no Cenário 2, sem Tarcísio e com a inclusão de Ratinho Jr, o governador paranaense assume a dianteira com 30,2%, consolidando-se como nome altamente competitivo em Santa Catarina. Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, com 26,1%, e Lula mantém desempenho estável, com 25,9%.


    Lula tem base, mas encontra teto em SC

    O presidente Lula demonstra resiliência eleitoral no Estado, mantendo percentuais próximos nos dois cenários. No entanto, os números indicam um teto evidente: ele cresce pouco mesmo quando enfrenta nomes menos conhecidos nacionalmente, como Ratinho Jr., e segue atrás dos principais quadros da direita.

    A análise regional reforça esse padrão. Lula apresenta melhor desempenho na Grande Florianópolis e em segmentos de renda mais baixa, mas perde força no Oeste, Norte e Serra, regiões historicamente mais conservadoras.


    Ratinho Jr. e Tarcísio ampliam a direita além do bolsonarismo puro

    Um ponto estratégico revelado pela pesquisa é que Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas conseguem dialogar com eleitores além do núcleo bolsonarista clássico, apresentando bom desempenho entre mulheres, eleitores de renda média e faixas etárias intermediárias.

    Ratinho Jr., por exemplo, lidera no Oeste e no Norte do Estado e mostra força consistente entre eleitores de 35 a 59 anos, além de boa penetração entre trabalhadores ativos. Tarcísio, por sua vez, aparece como o nome mais transversal, com equilíbrio regional e forte aceitação entre homens e eleitores de maior renda.


    Flávio Bolsonaro mantém base fiel, mas enfrenta limite de expansão

    Flávio Bolsonaro apresenta desempenho sólido, sempre acima dos 26%, com destaque entre homens, eleitores de renda média e alta e nas regiões mais alinhadas ao bolsonarismo. No entanto, seus números indicam maior dificuldade de crescimento fora desse núcleo, especialmente quando comparado a Tarcísio e Ratinho Jr., que demonstram maior capacidade de agregar votos menos ideológicos.


    Ciro e Caiado ficam distantes do jogo principal

    O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece com percentuais modestos — 3,9% no Cenário 1 e 5,7% no Cenário 2 —, sem sinais de competitividade real em Santa Catarina neste momento.

    O mesmo ocorre com Ciro Gomes, que não figura entre os principais nomes testados, reforçando a ideia de que o eleitor catarinense está polarizado entre direita e esquerda, com clara vantagem conservadora.


    Eleição aberta no plano nacional, mas com mapa claro em SC

    A pesquisa deixa evidente que, em Santa Catarina, a eleição presidencial começa com um desenho definido:

    • A direita larga na frente, com múltiplos nomes competitivos;

    • Lula mantém uma base estável, porém limitada;

    • O bolsonarismo segue forte, mas divide espaço com lideranças que ampliam o campo conservador.

    Em síntese, o Estado não apenas reflete a polarização nacional, como aponta uma tendência: quem quiser vencer em Santa Catarina em 2026 precisará dialogar com o eleitor conservador — e ir além do discurso ideológico puro para ampliar sua base.


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