O regime petista, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a se alinhar publicamente a ditaduras e regimes autoritários ao condenar, por meio das redes sociais, a operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela que resultou, neste sábado (03), na captura do ditador Nicolás Maduro.
A reação de Lula não é episódica nem circunstancial. Trata-se de coerência ideológica. Amigo pessoal de Maduro e defensor histórico do chavismo, o petista sempre atuou como um dos principais escudos políticos internacionais do regime venezuelano, mesmo diante de um vasto acervo de denúncias que incluem perseguição a opositores, censura à imprensa, fraudes eleitorais, prisões arbitrárias e a destruição completa das instituições democráticas. Ao sair novamente em defesa de Maduro, Lula reafirma seu compromisso com ditaduras “amigas”, ainda que isso signifique expor o Brasil a riscos diplomáticos, econômicos e geopolíticos.
A posição do regime petista ficou alinhada à de Rússia, Cuba e China — países conhecidos por práticas autoritárias, repressão política e desrespeito sistemático às liberdades individuais. No sentido oposto, a Argentina manifestou apoio à operação norte-americana, enquanto a União Europeia adotou posição distante da retórica do Planalto, escancarando o isolamento progressivo do Brasil no campo das democracias ocidentais.
Enquanto o regime petista vocaliza solidariedade a um ditador responsável pelo colapso humanitário de seu país, Lula encontra-se no Rio de Janeiro participando, por videoconferência, de reuniões emergenciais com autoridades brasileiras. Segundo a CNN, o Planalto determinou o fechamento das fronteiras com a Venezuela no estado de Roraima, mas ainda não definiu reforço significativo no efetivo de segurança, revelando improvisação diante de um cenário de potencial instabilidade regional.
A operação militar foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que informou que forças norte-americanas realizaram um ataque em larga escala contra alvos estratégicos venezuelanos, culminando na captura de Maduro e de sua esposa. Trump classificou a ação como um “sucesso” e afirmou que mais detalhes seriam apresentados em coletiva marcada para as 13h, em sua residência na Flórida.
Mesmo após anos de êxodo em massa de venezuelanos — muitos dos quais buscaram refúgio no Brasil —, da destruição da economia do país vizinho e da consolidação de um regime de força, o regime petista opta por tratar Maduro como “presidente legítimo” e enquadrar a ação internacional como violação de soberania. O discurso ignora deliberadamente que a soberania venezuelana foi corroída pelo próprio chavismo, que transformou o Estado em instrumento de repressão e miséria.
Ao insistir em proteger ditadores e relativizar crimes de regimes aliados, Lula compromete a credibilidade internacional do Brasil, afasta o país das democracias consolidadas e transforma a política externa em extensão de uma agenda ideológica ultrapassada. O resultado é um Brasil cada vez mais isolado, vulnerável e associado a governos que representam exatamente o oposto dos valores democráticos que o discurso oficial afirma defender.