Após captura de Maduro, Trump ugere operação também na Colômbia contra Petro

    05/01/2026 09h34 - Atualizado há 2 meses

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a ampliação de operações militares em países da América Latina e em outras regiões do mundo, poucos dias após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

    No domingo (4), a bordo do Air Force One — aeronave oficial da Presidência — Trump citou a Colômbia como um dos possíveis alvos dessas ações. O país é governado por Gustavo Petro, a quem o republicano se referiu como “um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”. Trump acrescentou ainda que, em sua avaliação, Petro “não ficará no poder por muito tempo”.

    O presidente norte-americano reforçou acusações de que o governo colombiano manteria instalações de produção de cocaína, o que, segundo ele, causa prejuízos diretos aos Estados Unidos. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de autorizar uma operação militar no país vizinho, Trump respondeu que essa alternativa “parece uma boa ideia”.

    Petro tornou-se alvo recorrente de críticas de Trump ao longo do último ano, em meio a acusações de supostas conexões com o narcotráfico. Em outubro, os Estados Unidos chegaram a impor sanções ao presidente colombiano.

    No sábado (3), durante coletiva de imprensa, Trump e o secretário de Estado Marco Rubio já haviam sinalizado que a Colômbia e Cuba estariam entre os próximos países na lista de possíveis ações norte-americanas.

    Em reação, Petro classificou nesta segunda-feira (5) as declarações do presidente dos EUA como uma “ameaça ilegítima”, alegando que Washington estaria movida por interesses políticos ocultos no país. Em publicações nas redes sociais durante a madrugada, o líder colombiano convocou apoiadores a “tomarem o poder” em “cada município” da Colômbia, como forma de resistir a qualquer “ação ilegítima de violência” por parte dos Estados Unidos.

    “Tenho enorme fé no meu povo e, por isso, pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas contra os invasores”, escreveu Petro na plataforma X.

    Em outra publicação, o presidente colombiano classificou as declarações de Trump como “calúnia”. “Pare de me caluniar, senhor Trump. Não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que surgiu da luta armada e depois da luta pela paz do povo colombiano”, afirmou.

    México, Cuba e Irã também entram no radar

    Além da Colômbia, Trump mencionou outros países que, segundo ele, podem sofrer consequências devido ao suposto envolvimento com o narcotráfico ou à violação de direitos humanos. Um deles é o México, que o republicano afirmou estar “inundado” de drogas. Segundo Trump, os Estados Unidos “precisam fazer alguma coisa”, alegando que os cartéis mexicanos são “muito fortes”.

    Trump também citou Cuba, afirmando que o regime estaria “prestes a cair”. De acordo com ele, a crise econômica em Havana e a perda do apoio da Venezuela tornariam, neste momento, uma intervenção militar “desnecessária”. Apesar disso, mais cedo no domingo, Marco Rubio sugeriu que o país poderia enfrentar uma ação militar norte-americana.

    Por fim, Trump incluiu o Irã na lista de possíveis alvos. Segundo o presidente dos EUA, caso o regime de Teerã continue violando direitos humanos — especialmente com repressões violentas a protestos populares — o país poderá ser “duramente atingido”.

    “Se começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acredito que serão duramente atingidos pelos Estados Unidos”, declarou.


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