PT e MST declaram apoio a Maduro e estudam enviar militantes à Venezuela

    06/01/2026 18h47 - Atualizado há 2 meses

    Em reunião o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para apoio a Nicolás Maduro. Isso escancara, sem rodeios, a face mais cínica e autoritária da esquerda brasileira. Trata-se de um encontro que não busca a verdade, nem a defesa da democracia, mas a blindagem ideológica de um regime acusado de repressão sistemática, fraude eleitoral e violações massivas de direitos humanos.

    Ao se alinharem a Maduro, PT e MST assumem o papel de avalistas políticos de uma ditadura, ignorando deliberadamente o colapso econômico, a fome, a perseguição a opositores e o êxodo de milhões de venezuelanos. É uma escolha consciente: preferem a fidelidade ao projeto de poder do Foro de São Paulo à solidariedade com o povo venezuelano. A retórica de “soberania” serve apenas como cortina de fumaça para justificar o injustificável.

    Mais grave ainda é o silêncio cúmplice de Luiz Inácio Lula da Silva com relação a isso. Amigo pessoal de Maduro e principal fiador internacional do chavismo. Lula não defende a Venezuela — defende Maduro. Não se posiciona ao lado das vítimas — se posiciona ao lado do algoz. Sua trajetória de proximidade com ditaduras latino-americanas não é episódica; é estrutural, construída ao longo de décadas e reafirmada sempre que a democracia entra em choque com a ideologia.

    A reunião PT–MST não é um “debate”, é uma encenação. Não houve venezuelanos livres à mesa, não houve vítimas, não houve autocrítica. Houve aplausos entre pares, reafirmação de dogmas e a tentativa de normalizar o autoritarismo sob o rótulo de “projeto popular”. O resultado é a negação do óbvio e a banalização do sofrimento humano. Estudam inclusive mandar militantes para Venezuela em apoio.

    Em resumo, PT, MST e Lula escolheram o lado errado da História. Ao apoiar Maduro, rompem definitivamente com qualquer discurso democrático e se colocam como cúmplices políticos de um regime que destruiu um país inteiro. Não é solidariedade internacional: é conivência. Não é esquerda democrática: é autoritarismo travestido de causa social.


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