O escritor Manoel Carlos, carinhosamente conhecido como Maneco, morreu neste sábado (10), no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. O dramaturgo estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, e enfrentava complicações decorrentes da doença de Parkinson, diagnóstico que o mantinha afastado da vida pública nos últimos anos.
Referência absoluta da teledramaturgia nacional, Manoel Carlos construiu um legado singular ao retratar, com sensibilidade e profundidade, o cotidiano da classe média carioca — em especial o bairro do Leblon — transformando histórias aparentemente simples em narrativas universais sobre afeto, conflitos familiares e dilemas humanos.
Sua assinatura criativa ficou marcada pelas protagonistas chamadas Helena, mulheres fortes, complexas e profundamente humanas, que conduziram tramas memoráveis como Baila Comigo, Felicidade, História de Amor, Por Amor e Laços de Família. Mais do que entretenimento, suas novelas provocaram debates relevantes na sociedade brasileira, abordando temas como doação de medula óssea, alcoolismo, relações familiares e ética.
Nascido em São Paulo, em 1933, Maneco sempre se declarou carioca por adoção e por paixão — sentimento que transbordava em cada roteiro, diálogo e cenário que criou ao longo de décadas de carreira.
Além de novelista, teve trajetória multifacetada como ator, diretor e produtor, participando da fase inaugural da TV Record e da criação do Fantástico, na TV Globo.
Manoel Carlos deixa a esposa, Elisabety, e as filhas Júlia Almeida e Maria Carolina. O velório será restrito a familiares e amigos próximos, conforme desejo da família, que pediu respeito e privacidade neste momento de luto.