Urgente: Moraes inclui Receita e Coaf no inquérito das Fake News

    16/01/2026 17h11 - Atualizado há 1 mês

    Alexandre de Moraes determinou a inclusão da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no chamado inquérito das fake news. A informação foi divulgada pelo SBT News e confirmada pelo portal Claudio Dantas.

    Com a decisão, a investigação passa a apurar a eventual violação de sigilo fiscal e financeiro de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles o próprio Alexandre de Moraes e o ministro Dias Toffoli, além de familiares.

    A medida foi adotada na terça-feira (13) e inaugura um novo eixo de apuração dentro do inquérito instaurado em 2019. Segundo Moraes, o objetivo é esclarecer a origem de informações protegidas por sigilo que teriam sido divulgadas e utilizadas em ataques contra integrantes da Corte.

    A iniciativa não cria um novo procedimento no STF, mas amplia o alcance do inquérito das fake news, que tem como objeto central a apuração de ações consideradas ofensivas à segurança institucional do tribunal.

    A ampliação ocorre em meio ao avanço das investigações da Polícia Federal sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master. O jornal O Globo revelou que o escritório de advocacia administrado por Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, firmou contrato de quase R$ 130 milhões para prestação de serviços jurídicos ao banco.

    Já a Folha de S.Paulo informou que um resort ligado a irmãos do ministro Dias Toffoli recebeu cerca de R$ 20 milhões de um fundo apontado como suspeito de integrar a estrutura financeira relacionada ao mesmo banco.

    Para Moraes, há indícios de que dados fiscais e financeiros possam ter sido acessados ou repassados de forma irregular por servidores da Receita Federal ou do Coaf, o que justificaria a inclusão dos órgãos no escopo da investigação.

    O inquérito das fake news foi instaurado em março de 2019, durante a presidência de Dias Toffoli no STF, por iniciativa do próprio tribunal. A abertura teve como fundamento o artigo 43 do Regimento Interno do Supremo, que autoriza a instauração de inquérito em situações envolvendo autoridades sob sua jurisdição. Alexandre de Moraes foi designado relator do procedimento desde então.


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