O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encerrou 2025 e abriu janeiro de 2026 na liderança do Índice Datrix de Presidenciáveis (IDP), ranking mensal que mede o desempenho digital de pré-candidatos ao Palácio do Planalto. O levantamento também aponta uma recuperação gradual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais desde maio do ano passado, embora o início de 2026 tenha sido marcado por maior pressão negativa relacionada a temas internacionais, especialmente a crise na Venezuela.
Segundo a Datrix, o período de festas e recesso de fim de ano costuma reduzir o volume geral de menções políticas nas redes, o que tende a diminuir a distância entre nomes com maior e menor exposição digital. Mesmo nesse cenário, o lançamento da pré-candidatura consolidou Flávio Bolsonaro como principal referência da oposição, ampliando sua presença em debates que extrapolam o ambiente eleitoral.
A situação na Venezuela concentrou o maior volume de conteúdos políticos no período analisado. O tema gerou viés negativo para Lula, frequentemente associado ao campo da esquerda, e favoreceu a oposição nas menções em “mar aberto” — quando o debate é impulsionado por atores externos às campanhas, como influenciadores, jornalistas e usuários comuns.
De acordo com a consultoria, Lula manteve crescimento consistente em suas redes próprias, mas demonstrou maior sensibilidade a agendas internacionais. Já Flávio Bolsonaro ampliou alcance e protagonismo após o anúncio da pré-candidatura, liderando as discussões digitais relacionadas à crise venezuelana.
No recorte estadual, governadores ligados ao campo da direita avançaram em suas estratégias digitais em meio à indefinição de um nome único para enfrentar Lula. Ronaldo Caiado (União Brasil) ganhou posições ao ocupar espaços deixados por outros pré-candidatos, enquanto Romeu Zema (Novo) e Ratinho Júnior (PSD) também registraram crescimento fora de suas redes oficiais, sinalizando aumento de visibilidade nacional.
A metodologia do IDP combina diferentes indicadores, como engajamento nas redes dos pré-candidatos, menções feitas por influenciadores, jornalistas e lideranças políticas, análise de sentimento e interesse ativo do público medido por buscas. O índice varia de -100 a 100 e é monitorado desde janeiro de 2025.