Cidades de todas as regiões do país foram e estão sendo palco, neste domingo (25), de manifestações populares que levaram milhares de brasileiros às ruas em um movimento nacional marcado por um mote comum: “ACORDO BRASIL - Liberdade para o Brasil”. De capitais a municípios do interior, os atos ocorrem e demonstram um crescente sentimento de inconformismo com o atual sistema de poder vigente no país.
Vestidos majoritariamente de verde e amarelo, e com camisas com dizeres ACORDA BRASIL, os manifestantes expressaram indignação com o que classificam como uma escalada autoritária das instituições, especialmente do Judiciário, que — segundo os organizadores e participantes — passou a atuar de forma seletiva e persecutória contra cidadãos, lideranças políticas, jornalistas e influenciadores identificados com o espectro político da direita.
Ao longo das manifestações, cartazes, faixas e discursos denunciaram o que é visto como criminalização da opinião, censura prévia, prisões consideradas arbitrárias e a utilização do aparato estatal como instrumento de intimidação política. Para os manifestantes, o Brasil vive um momento em que o devido processo legal e as garantias constitucionais estariam sendo relativizados em nome de um suposto “combate ao extremismo”, que, na prática, tem alvo definido.
“O que está escancarado é a perseguição. Quem pensa diferente, quem critica, quem se posiciona à direita, passa a ser tratado como inimigo do sistema”, afirmaram participantes em diversos atos pelo país. O discurso predominante foi o de que não se trata mais de disputa ideológica, mas de defesa de liberdades fundamentais, como a liberdade de expressão, o direito de manifestação e o pluralismo político.
Os protestos também refletiram a perda de confiança de uma parcela significativa da população nas instituições, sobretudo diante de decisões judiciais que, segundo os críticos, extrapolam os limites constitucionais e concentram poder em poucas mãos. Para os manifestantes, há um desequilíbrio institucional evidente, no qual Executivo, Legislativo e Judiciário deixaram de atuar de forma harmônica e independente.
O domingo de mobilizações deixa claro que o clima de tensão política segue longe de arrefecer. Ao contrário, a ocupação das ruas indica que cresce, em parte significativa da sociedade, a percepção de que o Brasil enfrenta uma encruzilhada histórica — na qual a luta já não é apenas por projetos de governo, mas pela preservação das liberdades individuais e do Estado de Direito.
Para os que foram às ruas, a mensagem foi direta e inequívoca: sem liberdade, não há democracia; e sem democracia, não há Brasil livre.