A recente decisão da ministra Cármen Lúcia, à frente do Tribunal Superior Eleitoral, que proibiu a divulgação de uma pesquisa eleitoral desfavorável ao Luiz Inácio Lula da Silva e favorável ao senador Flávio Bolsonaro, escancara mais um capítulo do uso político da Justiça Eleitoral no Brasil.
O pedido partiu do Lindbergh Farias(PT), um dos mais aguerridos defensores do governo Lula no Congresso. Coincidência? Difícil acreditar. O que se vê é a repetição de um roteiro já conhecido: sempre que surgem dados, pesquisas ou informações que contrariem a narrativa oficial do poder, a resposta não é o debate público, mas a caneta censora do Judiciário.
Sob o pretexto burocrático de “irregularidade formal”, o TSE novamente assume o papel de tutor da opinião pública, escolhendo o que pode e o que não pode ser conhecido pela sociedade. A exigência de registro prévio, que deveria servir à transparência, transforma-se em instrumento seletivo de silenciamento, aplicado com rigor cirúrgico apenas quando o resultado não agrada ao establishment político.
Não se trata mais de proteger o eleitor, mas de proteger projetos de poder. A cada nova decisão, o TSE se afasta de sua função técnica e se aproxima perigosamente de um ator político, interferindo no jogo democrático ao controlar a circulação de informações sensíveis ao processo eleitoral.
A atuação articulada entre parlamentares governistas e a cúpula do Judiciário reforça a percepção de que há dois pesos e duas medidas. Pesquisas favoráveis ao governo circulam livremente; pesquisas que apontam desgaste, perda de apoio ou vantagem da oposição são rapidamente rotuladas como “irregulares” e retiradas de circulação.
Esse padrão alimenta uma crise de credibilidade profunda não apenas do TSE, mas também do próprio Supremo Tribunal Federal, que já enfrenta questionamentos severos por extrapolar seus limites constitucionais e atuar como protagonista político em vez de árbitro imparcial.
Ao final, fica a pergunta que ecoa nas ruas, nas redes e nos bastidores da política nacional:
O QUE JÁ QUEREM ESCONDER?
SERÁ MAIS UMA CAMPANHA MACULADA PELO TSE E PELO STF?