Lula com membros da extrema esquerda, faz jantar com Motta para agradecer e turbinar agenda eleitoral

    05/02/2026 12h20 - Atualizado há 4 semanas

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, na noite de terça-feira (4), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), além de líderes da base governista, integrantes do Centrão e figuras centrais da extrema esquerda para um jantar na Granja do Torto. Nenhum representante da oposição foi convidado, apesar de parlamentares do PL terem contribuído com votações relevantes ao governo.

    Encontros informais desse tipo eram frequentes nos primeiros mandatos de Lula, mas haviam sido deixados de lado no atual governo. A retomada da prática ocorre em um momento estratégico, com o Palácio do Planalto buscando recompor sua articulação política na Câmara e alinhar forças visando a disputa presidencial.

    Na segunda-feira (2), o governo enviou ao Congresso sua lista de prioridades legislativas para o ano, incluindo propostas como o fim da escala 6×1, a chamada PEC da Segurança Pública e o acordo entre Mercosul e União Europeia. Medidas que, segundo críticos, ampliam a intervenção estatal, pressionam o setor produtivo e pouco contribuem para geração de riqueza sustentável no país.

    O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que Lula agradeceu a aprovação de projetos em 2025 e demonstrou “confiança nas votações de 2026”, além de expressar convicção em uma vitória eleitoral. A fala reforça a leitura de que a agenda legislativa tem sido conduzida sob forte viés político-eleitoral.

    Durante o jantar, Lula evitou qualquer cobrança pública ao presidente da Câmara e optou por um discurso de agradecimento. Hugo Motta, por sua vez, fez breve pronunciamento elogiando líderes partidários e citando a aprovação de programas sociais como o Gás do Povo — iniciativas frequentemente apontadas por opositores como instrumentos de dependência estatal e capital político.

    Participaram do encontro lideranças do Centrão, como Antônio Brito (PSD-BA), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Pedro Lucas Fernandes (União-MA), além de ministros e nomes ligados ao núcleo ideológico do governo, entre eles Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Sidônio Palmeira (Comunicação), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Rui Costa (Casa Civil).

    Também estiveram presentes o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, Olavo Noleto.

    Para críticos do Planalto, a composição do jantar evidencia a proximidade entre o governo e setores da esquerda que, no Congresso, atuam sistematicamente para retardar investigações sensíveis, ampliar gastos públicos e priorizar políticas assistencialistas que não enfrentam as causas estruturais da pobreza. Na avaliação desses analistas, o resultado prático seria o aprofundamento da dependência social e econômica da população em relação ao próprio grupo político que controla a máquina estatal.


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