Luiz Inácio Lula da Silva indicou, nesta quinta-feira (5), que pode não renovar a parceria com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa presidencial de 2026. A sinalização reforça movimentações nos bastidores e intensifica a disputa entre partidos aliados pela vaga de vice.
Em entrevista ao portal UOL, Lula afirmou que Alckmin tem um “papel a cumprir em São Paulo”, assim como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O presidente também mencionou a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), igualmente cotada para disputar cargos no estado.
“Temos muito voto em São Paulo e condições de ganhar as eleições lá. Ainda não conversei com Haddad nem com Alckmin, mas eles sabem que têm um papel a cumprir em São Paulo. A Simone também tem um papel, embora eu ainda não tenha falado com ela”, declarou.
A fala pública apenas reforça avaliações que Lula já vinha compartilhando reservadamente com interlocutores. Segundo aliados, o presidente considera Alckmin o nome mais competitivo do grupo para uma eventual disputa ao governo paulista — inclusive à frente de Haddad.
Nos bastidores, porém, a declaração não deve ser bem recebida pelo vice-presidente. Alckmin vinha sinalizando a aliados que preferiria permanecer na vice-presidência a voltar a disputar o governo de São Paulo, cargo que já ocupou por três mandatos.
Interlocutores próximos a Alckmin minimizaram o impacto das declarações e afirmaram que o cenário eleitoral do vice segue indefinido. “Como vice, ele também pode contribuir com São Paulo”, disse um aliado sob reserva.
A manifestação de Lula tende a ampliar a disputa interna pela vaga de vice em 2026, cobiçada sobretudo por partidos de centro. Entre eles, o MDB aparece como um dos principais interessados na composição da futura chapa presidencial.