Suzane von Richthofen vai administrar a herança do tio

    06/02/2026 18h54 - Atualizado há 3 semanas

    A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante da herança deixada por seu tio, o médico Miguel Abdalla Netto, encontrado morto dentro de casa em janeiro deste ano, no bairro Campo Belo, zona sul da capital paulista. O patrimônio é estimado em cerca de R$ 5 milhões. A partir da decisão, Suzane passa a ser responsável pela administração provisória dos bens até a conclusão do processo de inventário.

    Segundo o entendimento judicial, o histórico criminal de Suzane — condenada pelo assassinato dos próprios pais — não foi considerado relevante para a nomeação. Para a Justiça, ela é, neste momento, a única pessoa judicialmente apta a responder pela gestão do patrimônio enquanto não ocorre a definição dos herdeiros legais.

    A função de inventariante, contudo, não significa direito automático à herança. Cabe ao inventariante apenas administrar contas, bens e obrigações do espólio sob supervisão judicial, sem autorização para vender, transferir ou usufruir do patrimônio até a partilha definitiva.

    Miguel Abdalla Netto morreu aos 76 anos. Solteiro, sem filhos e sem deixar testamento, não indicou formalmente a destinação de seus bens. No passado, o médico chegou a atuar judicialmente para impedir que Suzane tivesse acesso à herança dos pais, estimada em cerca de R$ 10 milhões, que acabou ficando com o irmão dela, Andreas von Richthofen, de quem Miguel foi tutor.

    Denúncia de retirada de bens

    A empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani, prima do médico, apresentou denúncia formal à polícia afirmando que Suzane teria retirado objetos da residência do tio sem autorização judicial. Entre os itens mencionados estão um carro, máquina de lavar, sofá, cadeira, documentos e dinheiro.

    A Polícia Civil esteve no local e constatou que, na noite de 20 de janeiro, alguns móveis haviam sido removidos. A investigação busca esclarecer se Suzane foi responsável pela retirada e em quais circunstâncias isso ocorreu. Paralelamente, as causas da morte de Miguel Abdalla Netto também permanecem sob apuração.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso é investigado pelo 27º Distrito Policial (Campo Belo). A autoridade policial aguarda a conclusão dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte. Quanto à possível subtração de bens, as diligências seguem para identificar responsáveis e eventuais responsabilidades criminais.


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