FEDERAÇÕES DORMINDO: Motta encaminha PEC que pode acabar com escala de trabalho 6×1

    09/02/2026 21h13 - Atualizado há 3 semanas

    O Brasil atravessa um dos momentos mais delicados de sua economia recente. A inflação insiste em corroer o poder de compra, a insegurança jurídica afugenta investimentos e o empreendedor — verdadeiro motor da geração de empregos — é tratado como suspeito permanente. Ainda assim, em vez de enfrentar os problemas reais do país, o governo Lula e seus aliados no Congresso parecem empenhados em aprofundar a crise.

    A mais nova ofensiva vem travestida de “justiça social”: a tentativa de acabar com a escala de trabalho 6x1 por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional conduzida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. A narrativa é sedutora, quase publicitária — “viver melhor”, “equilíbrio”, “avanço tecnológico”. Mas por trás das palavras bonitas esconde-se uma velha receita fracassada: mais intervenção estatal, mais custos para quem emprega e, como consequência inevitável, menos vagas de trabalho.

    É uma lógica simples, ignorada deliberadamente por Brasília: quando se encarece artificialmente a contratação, o resultado não é prosperidade coletiva — é desemprego. Pequenos comerciantes, indústrias locais e prestadores de serviço não vivem de discursos ideológicos; vivem de fluxo de caixa. E é exatamente esse fluxo que políticas populistas insistem em sufocar.

    O mais grave é o alinhamento explícito entre o Palácio do Planalto e a cúpula legislativa para empurrar essa pauta em pleno ano eleitoral. Não se trata de debate técnico, mas de estratégia política. Promessas fáceis hoje, desemprego amanhã. O roteiro é conhecido — e já foi visto diversas vezes na história econômica brasileira.

    Enquanto isso, causa espanto o silêncio quase absoluto das federações representativas do setor produtivo. Entidades que deveriam defender com firmeza a livre iniciativa, a competitividade e a preservação de empregos parecem mergulhadas em uma verdadeira hibernação polar. Diante de uma proposta com potencial devastador para milhares de empresas, a reação é tímida, burocrática ou simplesmente inexistente.

    O contraste não poderia ser mais cruel: de um lado, políticos acelerando projetos que ampliam custos e incertezas; de outro, instituições que deveriam reagir permanecendo inertes. No meio desse vazio, está o trabalhador brasileiro — justamente aquele que dizem defender — correndo o risco real de perder oportunidades de emprego em nome de slogans eleitorais.

    O país não precisa de mais ilusões legislativas. Precisa de crescimento, segurança jurídica, produtividade e liberdade econômica. Qualquer caminho diferente disso não é justiça social — é irresponsabilidade histórica.

    Se prevalecer essa agenda intervencionista conduzida por Lula, Motta e seus aliados, o Brasil não caminhará para uma sociedade mais justa. Caminhará, isso sim, para uma economia mais fraca, menos competitiva e com cada vez menos empregos.

    E quando os postos de trabalho desaparecerem, não haverá discurso em rede social capaz de escondê-los.


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