O jornalismo existe para servir à verdade, não para moldá-la conforme conveniências ideológicas, interesses políticos ou disputas de poder. No entanto, parte da velha imprensa brasileira parece ter abandonado esse compromisso elementar — e, entre os exemplos mais recorrentes apontados por críticos, está a atuação da Folha de S.Paulo em relação ao empresário Luciano Hang e à Havan.
Há anos, acusações de cobertura enviesada, distorções narrativas e publicações contestadas acompanham a relação do jornal com o empresário brusquense. Para seus críticos, não se trata de episódios isolados, mas de um padrão editorial marcado por insistência em associar Hang a controvérsias políticas, muitas vezes antes de qualquer comprovação robusta.
O caso mais emblemático remonta às vésperas das eleições de 2018, quando foi publicada reportagem sugerindo que o empresário teria financiado disparos massivos de mensagens em apoio a Jair Bolsonaro, em valores milionários. A denúncia, amplamente repercutida, gerou forte impacto público, trouxe consequências pessoais e empresariais relevantes e alimentou investigações políticas e judiciais. Até hoje, defensores do empresário sustentam que a acusação jamais foi comprovada de forma definitiva — e que tampouco houve retratação proporcional ao dano causado.
Agora, novo episódio reacende a controvérsia. Reportagem recente atribuiu à Havan um suposto patrocínio de R$ 235 milhões à cobertura da Copa do Mundo de 2026 pela TV Globo. A informação se espalhou rapidamente por outros veículos, mas foi contestada pela própria empresa, que afirma que o valor divulgado “não condiz com a verdade” e critica a ausência de contato prévio para confirmação dos dados antes da publicação.
O ponto central não é apenas o número divulgado, mas o procedimento jornalístico. A apuração rigorosa, o contraditório e a checagem prévia não são detalhes técnicos — são a própria essência do jornalismo responsável. Quando esses pilares falham, a consequência inevitável é a corrosão da confiança pública.
Críticos da chamada grande imprensa também apontam um problema estrutural mais amplo: a percepção de proximidade histórica entre parte dos grandes veículos e governos, especialmente durante períodos de forte investimento estatal em publicidade oficial. Para esse grupo, tal relação teria contribuído para uma sensação de blindagem institucional e baixa responsabilização editorial.
Independentemente de posições políticas, um fato é incontornável: a credibilidade do jornalismo brasileiro atravessa uma crise profunda. O crescimento das mídias independentes, o aumento do ceticismo popular e o boicote a determinados conglomerados de comunicação revelam que o público já não aceita passivamente narrativas sem questionamento.
No caso envolvendo a Havan, a empresa reafirma transparência em suas decisões comerciais, declara não anunciar há anos em telejornais nacionais da Globo por divergência editorial, mas confirma participação como patrocinadora da Copa do Mundo por entender o futebol como elemento de união nacional. Ao mesmo tempo, mantém críticas à recorrência de informações que considera incorretas publicadas pela Folha.
O episódio deveria servir menos para alimentar polarizações e mais para provocar uma reflexão urgente:
sem rigor factual, sem equilíbrio e sem responsabilidade editorial, não há imprensa forte — apenas narrativa.
E narrativa, quando se distancia dos fatos, deixa de ser jornalismo.
NOTA OFICIAL HAVAN
A Havan esclarece que a informação publicada pela Folha de S.Paulo sobre o valor do patrocínio da empresa na cobertura da Copa do Mundo da TV Globo não condiz com a verdade.
Não é a primeira vez que a Folha divulga informações incorretas envolvendo a Havan e o empresário Luciano Hang. Agem dessa forma de maneira intencional, confiando que nada lhes acontecerá, como ocorreu em 2018, quando o jornal acusou o empresário de realizar disparos de mensagens via WhatsApp durante o período eleitoral, uma mentira da qual nunca se retrataram.
Os princípios do jornalismo exigem apuração rigorosa antes da divulgação de dados.
A Havan sempre foi transparente em suas posições. Há anos, a empresa não veicula publicidade nos telejornais nacionais da Rede Globo, por não compactuar com o jornalismo da emissora em nível nacional. E assim seguirá.
Por outro lado, a empresa confirma sua participação como patrocinadora da Copa do Mundo na emissora, por entender que o futebol é uma paixão nacional, mobiliza o país e une famílias.
A Havan segue focada em seu crescimento e na geração de empregos em todo o Brasil.