Caso Master: Mendonça convoca reunião com PF para essa sexta-feira (13)

    13/02/2026 14h20 - Atualizado há 4 semanas

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou para a tarde desta sexta-feira (13) uma reunião com delegados da Polícia Federal envolvidos nas investigações do Banco Master. Oficialmente, o encontro teria como finalidade obter um panorama das apurações e definir os próximos passos. Na prática, porém, cresce a desconfiança de que o movimento represente mais um capítulo do já conhecido comportamento corporativista da Corte, historicamente inclinada a proteger seus próprios integrantes diante de escândalos que atingem o coração do poder.

    Fontes internas indicam que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também deverá participar da reunião, que ocorrerá de forma virtual, com Mendonça falando diretamente de São Paulo. Trata-se de seu primeiro ato como relator do caso — um início que já nasce sob forte suspeita pública, diante do histórico recente do STF em blindar ministros e conduzir investigações sensíveis de maneira pouco transparente.

    Mendonça, que também conduz a investigação sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, foi escolhido relator na noite de quinta-feira (12), após a saída de Dias Toffoli da condução do processo. A mudança ocorreu depois que mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passaram a citar o nome de Toffoli, ampliando ainda mais a crise de credibilidade que paira sobre a Suprema Corte.

    A nomeação de Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro sob o rótulo de “terrivelmente evangélico”, deveria simbolizar independência e compromisso moral. No entanto, para muitos observadores, o que se vê é mais uma profunda frustração: longe de representar ruptura com práticas questionáveis, o ministro parece seguir a mesma lógica de autopreservação institucional que há anos distancia o STF da confiança popular.

    Resta saber se, desta vez, haverá disposição real para permitir que as investigações avancem até suas últimas consequências — ou se o país assistirá a mais um episódio em que o espírito corporativo fala mais alto que a verdade.


    Notícias Relacionadas »
    Comentários »
    Comentar

    *Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://bnbrasil.com.br/.