Flávio Bolsonaro chora em reunião com parlamentares do PL

    25/02/2026 20h33 - Atualizado há 2 semanas

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se emocionou nesta quarta-feira (25/2), durante reunião fechada com deputados federais e senadores do PL, em Brasília, ao mencionar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso desde dezembro no presídio militar conhecido como Papudinha, na capital federal.

    A portas fechadas, mas com relatos que rapidamente circularam entre aliados, o clima foi de mobilização. Ao falar do pai, Flávio interrompeu o discurso, levou a mão ao rosto, enxugou as lágrimas e retomou a fala sob aplausos discretos dos parlamentares.

    “Eu sou candidato para mostrar o caminho que tem que ser seguido. Mas a gente vai honrar o meu pai”,

    afirmou o senador, segundo presentes na reunião.

    Discurso de unidade e mobilização

    Durante o encontro, Flávio reforçou sua condição de pré-candidato ao Palácio do Planalto e pediu apoio direto da bancada. O recado foi claro: união interna, dedicação total e estratégia política coordenada.

    Ele pregou “trabalho, humildade e foco”, orientando deputados e senadores do PL a intensificarem agendas nos estados e a fortalecerem a narrativa da legenda para 2026. A reunião contou também com a presença do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, que tem atuado na articulação nacional da sigla.

    Peso simbólico

    A menção ao pai preso deu o tom emocional do encontro. Para aliados, o episódio reforça a estratégia de vincular a candidatura de Flávio à imagem de Jair Bolsonaro, mantendo a base mobilizada e transformando o momento pessoal em elemento político.

    A movimentação ocorre em meio a um cenário de forte polarização nacional e antecipa o embate eleitoral que se desenha para 2026. Dentro do PL, a avaliação é de que a antecipação da pré-candidatura ajuda a organizar a tropa e evitar disputas internas.

    Entre emoção e estratégia, o senador deixa claro o roteiro: continuidade, lealdade e construção de maioria. Passo a passo. Palavra por palavra.
    E, ao que tudo indica, com o pai como principal referência simbólica da campanha.


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