ALERTA: EUA e Israel atacam o Irã

    28/02/2026 08h50 - Atualizado há 5 dias

    Os Estados Unidos e Israel realizaram, na madrugada deste sábado (28/2), pelo horário de Brasília, uma operação militar contra alvos estratégicos no Irã. O ataque ocorreu pouco depois das 8h no horário de Israel e foi confirmado tanto pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, quanto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Katz, a ofensiva teve como objetivo neutralizar ameaças concretas representadas pelo regime iraniano — um governo que há décadas patrocina instabilidade, terrorismo e intimidação nuclear no Oriente Médio.

    O principal alvo teria sido o complexo ligado ao Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, localizado no centro de Teerã. De acordo com a agência estatal iraniana Irna, o presidente Masoud Pezeshkian estaria vivo. Fontes de segurança israelenses afirmaram ao jornal Times of Israel que se trata de uma operação militar conjunta entre os Estados Unidos e Israel, planejada após semanas de escalada de tensão provocada pelas ações agressivas do regime iraniano.

    Há anos, o Irã mantém um comportamento hostil e provocador, financiando grupos armados e organizações terroristas em diferentes países da região, além de insistir em um programa nuclear cercado de suspeitas e marcado pela falta de transparência. Para Israel e seus aliados, permitir que um regime autoritário, ideológico e profundamente radicalizado avance rumo à capacidade nuclear representa uma ameaça direta à estabilidade internacional.

    Relatos da imprensa iraniana indicam que três fortes explosões foram ouvidas no centro de Teerã, acompanhadas de uma grande nuvem de fumaça. Outras explosões também teriam sido registradas nas províncias de Lorestan e Kermanshah. Após os ataques, tanto Irã quanto Israel fecharam seus espaços aéreos. O Ministério dos Transportes de Israel pediu à população que não se dirija aos aeroportos até novo aviso.

    Nas redes sociais, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos identificou a ofensiva como “Operação Fúria Épica”, nome que reflete o grau de tensão acumulado diante da postura cada vez mais agressiva do regime iraniano.

    Como já era esperado, Teerã respondeu com ataques. Horas após a operação, a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos, segundo informou uma autoridade americana à CNN internacional. Vídeos que circulam na internet mostram colunas de fumaça próximas à instalação militar.

    Além disso, o Irã lançou mísseis em direção ao território israelense. A Força Aérea de Israel confirmou que detectou os disparos e iniciou imediatamente operações de interceptação e resposta. “Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar onde for necessário para eliminar a ameaça. A defesa não é hermética e, portanto, as instruções do Comando da Frente Interna devem continuar a ser seguidas”, afirmou a corporação.

    O confronto ocorre após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano, encerradas sem avanços na sexta-feira (27/2). Uma nova rodada de diálogo estava prevista para a próxima semana, mas o próprio presidente Donald Trump já havia demonstrado forte ceticismo em relação à postura do regime iraniano.

    “Temos uma grande decisão a tomar, que não é fácil. Eu preferiria resolvê-la de forma pacífica, mas quero dizer que essas pessoas são muito perigosas e difíceis”, declarou o presidente norte-americano.

    A tensão crescente já vinha sendo monitorada por Washington. Na sexta-feira, o Departamento de Estado autorizou a retirada de funcionários não essenciais da missão diplomática dos EUA em Israel, citando riscos elevados de segurança diante do comportamento cada vez mais beligerante do Irã. Em comunicado, a embaixada americana em Jerusalém alertou que a situação regional pode se deteriorar rapidamente.

    O cenário reforça aquilo que muitos analistas internacionais vêm alertando há anos: o regime iraniano se transformou em um dos principais focos de instabilidade global. Sustentado por uma estrutura teocrática radical e por uma política externa baseada na confrontação permanente, o governo de Teerã tem alimentado conflitos regionais, ameaçado vizinhos e ignorado sistematicamente os limites impostos pela comunidade internacional.

    Diante disso, cresce a percepção entre aliados ocidentais de que permitir que esse regime avance em suas ambições militares — especialmente no campo nuclear — não é apenas um risco regional, mas uma ameaça direta à segurança global.


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