O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28/2) que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu após os ataques realizados contra o regime iraniano. A declaração foi publicada nas redes sociais do presidente norte-americano.
“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os americanos e para cidadãos de diversos países que foram mortos ou mutilados por ações patrocinadas por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, escreveu Trump.
A morte de Khamenei ocorre em meio à escalada militar envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o regime teocrático do Irã — um governo que se mantém no poder por meio da repressão brutal, da perseguição política e da eliminação violenta de qualquer forma de oposição.
Durante quase quatro décadas no comando do país, Khamenei liderou um regime que sistematicamente reprime manifestações populares, prende opositores, executa dissidentes e mata deliberadamente cidadãos iranianos para preservar sua estrutura de poder. No Irã, contestar o regime pode significar prisão, tortura ou morte.
A Guarda Revolucionária Islâmica tornou-se o principal instrumento desse sistema repressivo, atuando como braço armado de um regime que controla a sociedade pelo medo, pela censura e pela violência institucionalizada.
Além da repressão interna, o regime iraniano construiu uma política externa baseada na hostilidade permanente ao Ocidente e na tentativa constante de expandir sua influência por meio do financiamento de grupos armados e milícias extremistas no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, investe há anos no desenvolvimento de seu programa nuclear, ampliando o risco de instabilidade global.
Trump declarou que a morte de Khamenei representa uma oportunidade histórica para que o povo iraniano recupere seu país de um regime sanguinário que, por décadas, sacrificou vidas, liberdade e prosperidade em nome da manutenção do poder.
“Esta pode ser a maior chance para que o povo iraniano recupere seu país. Estamos ouvindo que muitos membros da Guarda Revolucionária e das forças de segurança já não querem mais lutar e buscam imunidade”, afirmou o presidente.
Trump também indicou que os bombardeios podem continuar enquanto for necessário para neutralizar as ameaças representadas pelo regime iraniano e impedir o avanço de seu programa nuclear.
Até a última atualização, o governo do Irã não havia confirmado oficialmente a morte de Khamenei.
Segundo informações divulgadas pela mídia iraniana, os ataques deixaram ao menos 201 mortos e 747 feridos. Diversas regiões do país foram atingidas, incluindo instalações militares e áreas estratégicas na capital, Teerã.
A nova ofensiva ocorre após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. O governo norte-americano afirma que o regime iraniano rejeitou repetidamente qualquer possibilidade real de abandonar suas ambições nucleares.
Em resposta, o Irã declarou ter atacado bases militares dos Estados Unidos em diversos países do Oriente Médio e prometeu retaliar com novos ataques.
O conflito aprofunda uma crise que expõe ao mundo a natureza de um regime que governa pela força, pela repressão e pela violência — um sistema que, por décadas, sacrificou seu próprio povo enquanto buscava expandir sua capacidade de confrontar o Ocidente.