Mesmo após a operação realizada no domingo, 1º de março, na Unidade Prisional de Itajaí (SC), a situação dentro do Complexo da Canhanduba ainda levanta dúvidas quanto à efetividade das medidas adotadas.
Relatos encaminhados por agentes penitenciários indicam que um dos detentos apontados como principal alvo da fiscalização voltou a aparecer nas redes sociais depois da intervenção. O preso teria publicado novos vídeos, alguns com tom de ironia em relação à atuação das forças de segurança. Internamente, há suspeitas de que o material não tenha sido gravado no mesmo setor que foi alvo direto da operação.
Servidores também relatam que, mesmo após a apreensão de celulares e acessórios eletrônicos anunciada oficialmente, outros internos continuariam tendo acesso a redes sociais. Segundo esses relatos, um detento que já havia sido alvo de uma ação anterior teria permanecido ativo online, realizando transmissões e publicações que zombariam da própria fiscalização realizada na unidade.
Outra denúncia que circula entre policiais penais aponta que a operação teria ocorrido apenas na penitenciária, sem alcançar o presídio de onde partiram as primeiras reclamações relacionadas ao uso de celulares e à divulgação de vídeos feitos de dentro do sistema prisional.
Diante desse cenário, cresce a preocupação entre os servidores. Além das dúvidas sobre a eficácia de ações pontuais, novas denúncias envolvendo o uso irregular de aparelhos eletrônicos dentro das unidades prisionais continuam surgindo. Entre os agentes, a expectativa é de que medidas mais amplas sejam adotadas para reforçar o co